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Brasil

Medicamento contra insônia destacado em estudo de Oxford deve chegar ao Brasil ainda em 2026

Lemborexante foi um dos medicamentos com melhor desempenho em ampla análise científica e já possui aprovação da Anvisa

Portal TV Russas
Por PORTAL TV RUSSAS
· 2 min de leitura
Medicamento contra insônia destacado em estudo de Oxford deve chegar ao Brasil ainda em 2026
Medicamento contra insônia destacado em estudo de Oxford deve chegar ao Brasil ainda em 2026FOTO: REPRODUÇÃO / ACERVO TV RUSSAS

Uma nova opção para o tratamento da insônia deve chegar às farmácias brasileiras ainda em 2026. O Dayvigo, nome comercial do lemborexante, já possui registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e será comercializado no país por meio de uma parceria entre a Eurofarma e a farmacêutica japonesa Eisai.

O medicamento ganhou destaque internacional após aparecer entre as opções com melhor desempenho para o tratamento da insônia em um amplo estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Oxford e publicado na revista científica The Lancet.

A pesquisa analisou 154 ensaios clínicos duplo-cegos, envolvendo mais de 44 mil participantes e 30 medicamentos. No conjunto dos resultados, lemborexante e eszopiclona apresentaram perfil favorável, com desempenho superior a diversas outras opções avaliadas no tratamento de adultos.

O lemborexante também chama atenção por funcionar de maneira diferente de medicamentos tradicionalmente utilizados para dormir. Ele atua bloqueando receptores da orexina, substância envolvida na manutenção do estado de vigília. Dessa forma, reduz os sinais cerebrais que mantêm a pessoa acordada e favorece a transição para o sono.

No mesmo estudo de Oxford, os pesquisadores apontaram que havia evidências insuficientes para sustentar o uso de medicamentos como zolpidem e benzodiazepínicos no tratamento da insônia a longo prazo.

No Brasil, o Dayvigo foi aprovado pela Anvisa em abril de 2025 para adultos que apresentam dificuldade para iniciar ou manter o sono. Agora, a Eurofarma informou que o medicamento deverá chegar ao mercado brasileiro ainda no segundo semestre de 2026.

Apesar dos resultados promissores, o medicamento não é isento de riscos. Entre as possíveis reações estão sonolência, fadiga e, em menor frequência, paralisia do sono. A Anvisa também alerta para possíveis interações medicamentosas e potencial de abuso. No Brasil, a venda será feita com retenção de receita médica.

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