O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo em meio ao agravamento de sua situação financeira. A medida busca permitir a reorganização das dívidas da companhia e dar continuidade às operações da rede.
O pedido ocorre após a empresa avançar em um amplo processo de reestruturação, que inclui o fechamento de 298 lojas em diferentes regiões do país. A companhia também realizou cortes no quadro de funcionários.
No balanço referente ao segundo trimestre de 2026, a Casas Bahia registrou prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões, resultado 18 vezes maior que os R$ 555 milhões registrados no mesmo período do ano passado. Parte significativa do valor está relacionada a efeitos contábeis decorrentes do redimensionamento da operação.
Apesar da crise financeira, o pedido de recuperação judicial não significa o encerramento das atividades da Casas Bahia. A expectativa é de continuidade das operações, incluindo lojas físicas e canais digitais, enquanto a empresa negocia sua reestruturação financeira.
A varejista já havia recorrido, em 2024, a uma recuperação extrajudicial envolvendo aproximadamente R$ 4,1 bilhões em dívidas. Agora, diante de restrições de crédito, juros elevados e dificuldades de liquidez, a companhia parte para a recuperação judicial.
Fundada há décadas e uma das marcas mais conhecidas do varejo brasileiro, a Casas Bahia passa por uma das maiores reestruturações de sua história.




