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Papa Leão XIV condena aborto e critica proposta de incluir prática na Constituição da Espanha

Pontífice defendeu a proteção da vida “desde a concepção até o fim natural” e também cobrou reparação às vítimas de abusos cometidos por membros da Igreja

Portal TV Russas
Por PORTAL TV RUSSAS
· 2 min de leitura
Papa Leão XIV condena aborto e critica proposta de incluir prática na Constituição da Espanha
Papa Leão XIV condena aborto e critica proposta de incluir prática na Constituição da EspanhaFOTO: REPRODUÇÃO / ACERVO TV RUSSAS

O papa Leão XIV condenou o aborto durante discurso realizado nesta segunda-feira (8) no Parlamento da Espanha. A declaração ocorre em meio às discussões conduzidas pelo governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez para incluir o direito ao aborto na Constituição espanhola.

Ao abordar o tema, o líder da Igreja Católica afirmou que a vida humana deve ser protegida em todas as suas fases.

“É necessário defender a vida desde a concepção até o seu fim natural”, declarou o pontífice.

A manifestação reforça o posicionamento histórico da Igreja Católica contrário à interrupção voluntária da gravidez e ocorre em um momento de intenso debate político no país europeu sobre direitos reprodutivos e mudanças constitucionais.

Papa também aborda abusos cometidos por membros do clero

Durante o pronunciamento, Leão XIV também tratou dos casos de abusos sexuais praticados por integrantes da Igreja na Espanha. O pontífice afirmou que as vítimas precisam ser ouvidas, acolhidas e reparadas. Segundo ele, a instituição deve continuar fortalecendo mecanismos de proteção para crianças, adolescentes e pessoas em situação de vulnerabilidade.

O papa classificou os abusos como atos inaceitáveis e ressaltou a necessidade de ampliar medidas de prevenção e responsabilização dentro da Igreja.

Debate sobre aborto avança na Espanha

A fala de Leão XIV acontece enquanto o governo espanhol discute propostas para ampliar a proteção legal ao aborto no país, incluindo a possibilidade de incorporar o direito à interrupção da gravidez ao texto constitucional. O tema tem provocado reações de diferentes setores da sociedade, incluindo entidades religiosas, movimentos pró-vida e organizações de defesa dos direitos das mulheres.

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