A cidade de Milhã, no Sertão Central cearense, protagonizou uma das maiores transformações da pecuária leiteira do Nordeste nos últimos anos. Dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgados pelo IBGE, mostram que a produção de leite do município saltou de 3,18 milhões de litros em 2015 para 35,66 milhões de litros em 2024.
O crescimento superior a 1.000% colocou Milhã entre os destaques do setor no Ceará, representando atualmente quase 3% de toda a produção estadual.
Segundo especialistas da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), o avanço é resultado de investimentos em genética bovina, inseminação artificial, melhoramento do rebanho e técnicas modernas de alimentação animal.
Os produtores também apostaram no cultivo de palma forrageira e capim Capiaçu, estratégias que ajudam a manter a produtividade mesmo durante os períodos de estiagem característicos do semiárido.
Outro fator apontado como decisivo foi a melhoria da infraestrutura rural. Estradas vicinais receberam investimentos para facilitar o transporte do leite até os tanques de armazenamento e às indústrias de beneficiamento, reduzindo custos e aumentando a competitividade da produção local.
Além de Milhã, municípios como Mombaça e Jucás também registraram crescimento expressivo na última década. Já em volume total produzido, Morada Nova segue liderando o ranking estadual.
Economistas destacam que a atividade leiteira possui forte impacto na economia do interior por gerar renda diária para os produtores, movimentar o comércio local e contribuir para a permanência das famílias no campo.
Apesar dos avanços, desafios como os custos da energia elétrica, da alimentação animal e a irregularidade das chuvas ainda preocupam os produtores cearenses.
📍Com informações do IBGE e Diário do Nordeste
📝 Redação: TV Russas





