Uma reportagem publicada pela Folha de S.Paulo relembrou que, durante a campanha presidencial de 2018, o então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba, manteve contato frequente com aliados e participou das decisões da campanha de Fernando Haddad (PT) por meio de cartas, recados e encontros com advogados.
Segundo a publicação, Haddad visitava Lula semanalmente na Superintendência da Polícia Federal, onde o petista cumpria pena na época. As visitas ocorriam porque Haddad integrava a equipe de defesa do ex-presidente, o que permitia os encontros na condição de advogado.
De acordo com a reportagem, Lula enviava orientações políticas por cartas e mensagens transmitidas por pessoas autorizadas a visitá-lo. As manifestações eram utilizadas para definir estratégias da campanha presidencial e também eram divulgadas publicamente durante o período eleitoral.
O tema voltou ao centro do debate após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, proibir por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A defesa de Flávio argumenta que ele também integra a equipe jurídica do pai e busca reverter a restrição com apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).




