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Polícia

PM investigada por morte de soldado carbonizado já era alvo de apuração por esquema de contas falsas

Policial e o marido são investigados pela morte de Raphael Sampaio; casal também aparece em investigação sobre fraudes envolvendo perfis de motoristas em aplicativos de transporte

Portal TV Russas
Por PORTAL TV RUSSAS
· 3 min de leitura
PM investigada por morte de soldado carbonizado já era alvo de apuração por esquema de contas falsas
PM investigada por morte de soldado carbonizado já era alvo de apuração por esquema de contas falsasFoto: Júlia Natália Girão Gomes, Raphael Sampaio da Silva e Antoneudo Ribeiro Lima Júnior — Foto: Reprodução

A investigação sobre a morte do soldado da Polícia Militar Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos, ganhou novos desdobramentos com a revelação de que a policial militar Júlia Natália Girão Gomes, investigada por envolvimento no caso, já havia sido alvo de outra apuração da Polícia Civil do Ceará.

Júlia e o marido, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, são investigados no caso do soldado encontrado carbonizado dentro de um veículo em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza. O casal foi detido na última terça-feira (11).

Além do caso envolvendo a morte do policial, Júlia é investigada por suposta participação em um esquema de criação e comercialização de contas falsas para motoristas em aplicativos de transporte.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, essa investigação começou em junho de 2025, após uma denúncia apresentada por uma empresa do setor. As apurações apontaram a existência de um grupo formado por 13 pessoas que atuaria na criação de perfis falsos dentro da plataforma.

Antoneudo é apontado como articulador do esquema. Conforme a investigação, Júlia teria colaborado cedendo dados pessoais, além de instrumentos financeiros e de comunicação utilizados nas atividades do grupo.

Em setembro de 2025, o marido da policial chegou a ser preso e foi indiciado por organização criminosa, falsa identidade, lavagem de dinheiro e fraude eletrônica. Júlia, por sua vez, foi indiciada por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Investigação começou após ingresso na PM

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social esclareceu que os fatos investigados nesse esquema são posteriores ao processo de ingresso de Júlia na Polícia Militar.

Ela participou do concurso público realizado em 2021 e foi convocada em 2022. Na época, estava gestante e, por isso, não realizou inicialmente o Teste de Aptidão Física. A investigação social do concurso foi concluída em fevereiro daquele ano sem registro de reprovação.

Posteriormente, Júlia realizou o teste físico, foi considerada apta e seguiu nas demais etapas. Em 2024, participou do Curso de Formação de Soldados e passou oficialmente a integrar o efetivo da PMCE em novembro daquele ano.

Segundo a Secretaria da Segurança, portanto, o ingresso da policial na corporação ocorreu antes dos crimes posteriormente investigados.

Morte de soldado segue sob investigação

Agora, Júlia e Antoneudo também aparecem no centro da investigação sobre a morte de Raphael Sampaio.

Júlia foi autuada em flagrante por homicídio na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Fortaleza. Já Antoneudo foi preso em flagrante por posse de munições e documentos falsos.

A defesa da policial questionou a prisão em flagrante. O advogado Walmir Medeiros afirmou à TV Verdes Mares que Júlia teria comparecido voluntariamente à delegacia e, por esse motivo, entende que não caberia a prisão nessa modalidade.

A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias da morte de Raphael e qual teria sido a participação de cada um dos envolvidos. O caso chamou atenção após o soldado ser encontrado carbonizado dentro de um veículo e ganhou novos contornos com o avanço das investigações.

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