Uma nova esperança para pacientes com câncer de pâncreas foi apresentada durante a reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), em Chicago, nos Estados Unidos. O medicamento experimental chamado daraxonrasib chamou a atenção da comunidade científica após demonstrar resultados considerados históricos no tratamento da doença.
O estudo internacional de fase 3, que envolveu cerca de 500 pacientes com câncer de pâncreas metastático, mostrou que a nova terapia reduziu em aproximadamente 60% o risco de morte quando comparada à quimioterapia convencional. Além disso, a sobrevida média dos pacientes praticamente dobrou, passando de cerca de 6,7 meses para 13,2 meses.
O daraxonrasib atua bloqueando a proteína KRAS, presente em mais de 90% dos casos do tipo mais comum de câncer de pâncreas. Durante décadas, essa proteína foi considerada um dos maiores desafios da oncologia, devido à dificuldade de desenvolver medicamentos capazes de combatê-la com eficácia.
Os resultados foram recebidos com entusiasmo por especialistas presentes no congresso. Alguns oncologistas relataram emoção ao conhecer os dados, classificando a descoberta como uma das mais importantes já registradas para esse tipo de tumor, considerado um dos mais letais da medicina.
Apesar do avanço, os especialistas ressaltam que o medicamento ainda não representa uma cura para o câncer de pâncreas. O próximo passo será a análise dos dados pelas agências reguladoras de saúde, que deverão avaliar a aprovação do tratamento para uso clínico.
📍Com informações da Folha de S.Paulo, CNN Brasil e ASCO





