Economistas consultados pela imprensa especializada elevaram as projeções para a inflação dos alimentos em 2026. A expectativa é que os preços da alimentação no domicílio registrem alta próxima de 7% ao longo do ano, impulsionados principalmente pelos efeitos da guerra no Irã e pela possibilidade de atuação do fenômeno climático El Niño no segundo semestre.
Segundo as análises, o conflito no Oriente Médio tem provocado aumento nos custos de combustíveis, fertilizantes e transporte, fatores que impactam diretamente a produção agrícola. O Brasil depende da importação de parte desses insumos, o que pode encarecer a produção e, consequentemente, os alimentos que chegam à mesa dos consumidores.
Além disso, meteorologistas acompanham a possível formação de um novo episódio de El Niño. O fenômeno costuma alterar os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões produtoras, podendo afetar safras de frutas, verduras e outros produtos agrícolas.
Caso as projeções se confirmem, a inflação dos alimentos em 2026 ficará muito acima do índice registrado em 2025, quando os preços tiveram comportamento mais estável. Economistas alertam que a combinação entre fatores climáticos e geopolíticos cria um cenário de maior pressão sobre o custo de vida das famílias brasileiras.





