federação formada pelos partidos União Brasil e Progressistas passou a considerar improvável um apoio formal à pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026.
Segundo informações divulgadas pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, dirigentes das duas siglas avaliam que o desgaste provocado pela repercussão do chamado caso “Dark Horse”, envolvendo mensagens e a relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, enfraqueceu a possibilidade de uma aliança nacional.
Nos bastidores, a tendência atual seria de neutralidade da federação na disputa presidencial, embora a decisão definitiva deva ocorrer apenas próximo ao período das convenções partidárias, marcado para começar em julho.
Outro fator que pesa na análise é a força eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas regiões Norte e Nordeste. Lideranças do União e do PP avaliam que uma associação direta com Flávio poderia prejudicar candidatos locais dessas regiões.
Antes da repercussão do caso, União Brasil e PP discutiam até possíveis nomes para compor uma chapa presidencial ao lado de Flávio Bolsonaro. Entre os nomes citados nos bastidores estavam a senadora Tereza Cristina e a deputada federal Simone Marquetto.
Caso a federação confirme a neutralidade, Flávio Bolsonaro poderá disputar a eleição apenas com o apoio do Partido Liberal, já que Republicanos e Movimento Democrático Brasileiro também tendem a não declarar apoio formal neste momento.




