O Ceará registrou uma redução de 35% na extrema pobreza entre 2023 e 2025. Conforme estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), a renda real dos 10% mais pobres do Estado cresceu 40,6% no período. O dado representa mais que o dobro do avanço observado entre os 10% mais ricos da população.
De acordo com o estudo, a renda média dos 10% mais pobres cresceu, em média, 12% ao ano entre 2023 e 2025. Já a renda dos 10% mais ricos avançou 15,4% no acumulado do triênio.
O levantamento, apresentado durante o seminário “Meu parceiro, meu Brasil, meu IBGE”, aponta que a melhora das condições de renda foi impulsionada pela combinação entre o desempenho do mercado de trabalho e os programas de transferência de renda dos governos federal e estadual.
Conforme o Ipece, a renda média dos cearenses mais pobres passou de R$ 128 para R$ 180 entre 2022 e 2025, considerando os valores corrigidos pela inflação. Com isso, o percentual da população em extrema pobreza caiu para 9,4% em 2025, ficando abaixo da marca de 10% pela primeira vez desde 2012.
Segundo o analista de Políticas Públicas do Ipece Jimmy Oliveira, o resultado reflete tanto os efeitos positivos do mercado de trabalho quanto programas sociais como o Cartão Ceará Sem Fome e o Cartão Mais Infância Ceará.
Banco Mundial elevou linha internacional de pobreza
O estudo também levou em consideração a nova metodologia do Banco Mundial, anunciada em junho de 2025. A linha internacional de extrema pobreza passou de US$ 2,15 para US$ 3 por dia por pessoa, elevando o valor de referência de aproximadamente R$ 232 para R$ 280 mensais.
Mesmo com o critério mais rigoroso, os indicadores do Ipece apontam “queda consistente” da extrema pobreza no Ceará nos últimos anos. Conforme o instituto de pesquisa, o cenário reforça a tendência de melhora da renda entre os segmentos mais vulneráveis da população.




