Francisco Marcos Lima Barros foi condenado a 16 anos de prisão por sua participação na morte de José Maria Filho, conhecido como Zé Maria do Tomé. A sentença foi proferida em um julgamento realizado no Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza, mais de 14 anos após o crime, que ocorreu em Limoeiro do Norte, onde Zé Maria foi assassinado com 25 tiros.
O Conselho de Sentença da 5ª Vara do Júri acolheu a acusação do Ministério Público, que denunciou Marcos por homicídio qualificado, alegando motivos torpes e a utilização de um recurso que dificultou a defesa da vítima. A investigação revelou que Marcos teria fornecido informações ao executor do crime, facilitando a emboscada.
Zé Maria era um ativista conhecido por sua luta contra a pulverização aérea de agrotóxicos e por reivindicações de redistribuição de terras. Após sua morte, que gerou grande comoção, a Câmara Municipal de Limoeiro do Norte revogou a proibição temporária da pulverização, uma medida que havia sido aprovada durante a sua luta.
Além de Francisco Marcos, outras cinco pessoas foram citadas como envolvidas no assassinato, com dois já falecidos. O caso gerou repercussão e levou à criação da Lei Zé Maria do Tomé, que proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos no Ceará, um legado da luta do líder comunitário por um meio ambiente mais saudável.