CONFIRA TAMBÉM
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22/10/2018
É assustador, aterrorizante até, o que acontece com a nossa sociedade diante da inércia e eterna apatia tolerada das nossas autoridades ante o crescer incontrolável da violência em nosso país. Não é alarmismo, é a nossa triste realidade da qual muitos ainda não se dão conta ou fecham os olhos por mais conveniente, numa atitude passiva e derrotista. É uma declarada aceitação do retorno ao barbarismo!
O policial prende e de imediato a Justiça solta alegando o estrito cumprimento da lei. E os políticos - a quem compete reverter o processo de forma mais efetiva, mediante a revisão ou instituição de leis mais severas visando apenar mais fortemente os criminosos no resguardo da sociedade - negligenciam enquanto priorizam seus interesses particulares. Pior que são recolocados nos seus postos por essa mesma sociedade que padece do descuro dos seus representantes. Não há qualquer manifestação efetiva para conter esse horror que grassa Brasil afora.
Foi-se o tempo em que morar no campo era sinônimo de tranquilidade. Hoje, os bandidos invadem, roubam, desmoralizam, estrupam, matam e ameaçam voltar e aniquilar todos se denunciados forem. Andar nas ruas passou a ser um jogo de sorte. Abraçamos as nossas bolsas, nos despojamos de todas as joias; nem celulares, até os mais simples, estão livres da cobiça dos malfeitores. Quando saímos dizemos: “Que hoje não seja o meu dia nem o da minha família!” Parte do comércio já atende atrás das grades. Assistimos arrastões até em restaurantes onde bandidos agem livremente. Nem a esses ambientes assegura-se tranquilidade. A cada dia uma nova vítima sem distinção de sexo, etnia, idade e os assassinatos bárbaros vão se sucedendo impunimente. Agressões, roubo, latrocínio, estrupo, sequestros, assassinatos. Professores já não mais aceitam lecionar em escolas públicas em decorrência da violência interna. As drogas se espalham e devoram drasticamente a nossa juventude já sem expectativas enquanto locupletam os traficantes. Meninos que já não tão inocentes e assim conscientes dos seus atos praticam crimes bárbaros cientes da impunidade pelo excesso de protecionismo que os nossos precários legisladores lhes presentearam. Os presídios tornaram-se quartéis-generais dos criminosos. Deles emanam ordens para a prática de crimes hediondos. E não nos tentem convencer de que não são de conhecimento das autoridades e muito menos que é sim!, possível coibir essa prática definitivamente. A Polícia Civil sofre desmonte injustificável e a Militar continua com contingente e equipamentos aquém do que necessita. Ambas pessimamente remuneradas. (Nota: conforme recente levantamento apenas 3% da população do Rio de Janeiro confiam na Polícia.) O trânsito é outro setor que contribui para essa inaceitável estatística e os faltosos continuam livres, infringindo e dirigindo, bebendo e matando.
No Brasil já se mata mais que em qualquer guerra. Já nos equivalemos à cidade de Juarez (a cidade mais violenta do mundo) no México. Nada detém o banditismo! Falta às autoridades impor-se pulso forte! O que mais nos revolta é que a grande maioria dos crimes é praticada por elementos reincidentes e que deveriam estar trancafiados, com tratamento humanizado, porém sem privilégio algum, mas que a benevolência das leis e os atos inconsequentes dos que determinam a soltura à falta de mais rígidos critérios contribuem para que isso ocorra. Isto sem considerar outros tipos de violência dos quais padece o povo brasileiro, a institucionalizada - quando o Estado não cumpre papel de mantenedor da ordem e garantidor do bem-estar social não nos assegurando saúde, habitação, escola etc.
A Lei de Execução Penal e não só o Código Penal precisam ser revistos e urgentemente. Esperam o quê mais senhores políticos? E o que nos causa espanto é que a sociedade, maior vítima permanece anestesiada, impotente e cala sem esboçar reações à altura, acovardada, já aceitando esses absurdos como fatos “normais” e joga apenas com a sorte em não pugnar pelos seus direitos, tornando-se tão cumplice quanto os que desleixam.
Mobilizem-se, saiam às ruas, protestem ou chorem então os seus que se vão, um a um, e os criminosos riem da cara de todos enquanto escolhem a nova vítima! Não é mais possível tanta tolerância, tanta submissão!!!
(Visitem o Blog: http://hildebertoaquino.blogspot.com)
J. Hildeberto Jamacaru de AQUINO
hildebertoaquino@yahoo.com.br
"Devemos preferir o som das vozes críticas da imprensa livre ao silêncio das ditaduras."
(Dilma Roussef)
"Indigne-se por você e por todos contra as injustiças, quais forem! Clame, exija, exerça a sua cidadania e não seja mais um abmudo. "
(J. Hildeberto Jamacaru de AQUINO)
Nascido em Crato (CE). Formação: Língua Portuguesa e pós-graduado em Gestão Escolar. Ex-funcionário do Banco do Brasil, 1972/1997, assumiu em Russas em 1982. Corretor de Imóveis. Articulista (crônicas e poesias). Meu lema: "Indigne-se por você e por todos contra as injustiças, quais forem. Clame, exija, exerça a sua cidadania e não seja mais um abmudo!" José HILDEBERTO Jamacaru de AQUINO
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