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MP faz ´devassa´ em Quixeramobim

Óticas Diniz

Diário do Nordeste

31/10/2013

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O Ministério Público do Ceará (MP/CE) e a Polícia Civil deflagraram, na manhã de ontem, a ´Operação Tolerância Zero´ em Quixeramobim (206Km de Fortaleza). Ao todo, dez mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara daquela Comarca, foram cumpridos lá e em Fortaleza, com o objetivo de obter elementos que possam comprovar supostas irregularidades, que estão sendo investigadas.

O representante do Ministério Público em Quixeramobim, Igor Pinheiro, disse que familiares do prefeito Cirilo Pimenta e alguns de seus correligionários estariam envolvidos em um esquema que ele chamou de "atos de corrupção, capitaneados pelo prefeito e a quadrilha que ele comanda dentro da Prefeitura".

As apurações estão sendo feitas por uma ´força-tarefa´ montada por vários promotores de Justiça. O promotor Marcelo Pires, titular da Comarca de Quixadá, disse que a operação detectou "irregularidades e ilegalidades graves, comprovadas por documentos, coleta de depoimentos e escutas telefônicas autorizadas pela Justiça".

Dentre os investigados estão o próprio Cirilo Pimenta, seus filhos Antônio Manoel Siqueira Pimenta e Mariana Siqueira Pimenta Cruz; sua irmã, a vereadora Luíza Cristina Pimenta; seu genro, Reimilson Cruz; o presidente da Câmara Municipal, Clébio Ferreira da Silva; o vice-prefeito, Tasso Pinheiro; o vereador, Everardo André de Sousa Junior; o ex-procurador do Município, Ricardo Alexander Cavalcante; e três secretários municipais, Ana Edna Leite Leitão, Claudianne Borges Saldanha e Francisco Idelbrando Rocha.

"Fantasmas"

Todos os secretários citados foram eleitos para o mandado de vereador e assumiram cargos de secretários. Porém, segundo o Ministério Público, teriam continuado recebendo pagamentos como vereadores. "Eram, na verdade, vereadores fantasmas".

Igor Pinheiro disse que foi protocolado, ainda ontem, um pedido de cassação dos mandatos dos seis vereadores que são suspeitos de envolvimento com casos de corrupção e o pedido de impeachment do prefeito e do vice, na Câmara Municipal. Os pedidos deverão ser votados quarta-feira, quando acontece a próxima sessão ordinária da Câmara. "O julgamento é político. Os vereadores é que vão dar esta resposta a sociedade, diante dos fatos", disse Marcelo Pires.

De acordo com o MPCE, Mariana Pimenta e seu irmão Antônio Manoel Pimenta, eram contratados como médicos e recebiam R$ 22 mil, por mês, o que representaria quase o dobro do teto salarial do funcionalismo público municipal. "São muitas irregularidades. O caso mais escandaloso é o do médico, Carlos Roberto Mota Almeira, que é concursado do Município, tem dois contratos de médico estatutário e ainda é Secretário Municipal. Acumulou remunerações que chegam a 64,9 mil reais por mês. Em sete meses recebeu cerca de R$ 370 mil", disse Pires. O promotor Igor Pinheiro informou que já foi deferido o afastamento daqueles que acumulavam cargos e a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico dos investigados.

Todas as irregularidades serão aprofundadas para subsidiar ações civis públicas para ressarcimento do erário, a improbidade administrativa dos agentes públicos envolvidos, bem como ações penais já que ficaram evidenciados crimes como peculato, desvio de verbas, falsificação de documentos e formação de quadrilha", disse Pinheiro.

Prefeito nega

O prefeito de Quixeramobim Cirilo Pimenta negou veementemente as acusações feitas pelo MP. Ele afirmou que as denúncias são "mentiras","calúnias" e fruto de perseguição do promotor de Quixeramobim. "Ele trabalha obstinadamente me perseguindo", disse Pimenta.

A denúncia do MP de que os dois filhos de Cirilo Pimenta recebem salários mais altos em relação aos demais médicos foi refutada pelo prefeito. "Com relação a minha filha, ela é médica dermatologista e presta serviços ao município de Quixeramobim há seis anos e recebe por mês, aproximadamente, R$ 6 mil. O meu filho é plantonista do hospital. Ele recebe por plantão de 24 horas. O meu filho chegou a receber R$ 22 mil no mês de agosto. Apenas em um mês. Ele trabalhou, os prontuários estão lá. Peço que vão investigar".

O prefeito negou que os vereadores recebessem salários dobrados e disse ainda que "em Quixeramobim não existe corrupção. Ele não consegue provar porque simplesmente não existe".

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