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16,25% da população cearense é analfabeta, aponta pesquisa

Óticas Diniz

Tribuna do Ceará

24/10/2013

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Um homem negro ou pardo, com 55 anos ou mais de idade, e vivendo no interior do Ceará, especialmente na zona rural. Esse é o perfil composto pelo analfabeto cearense, em geral, que concentra 16,25% da população do estado. Os dados são da pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), nesta quarta-feira (23).

Mesmo com a alta taxa de analfabetismo, se comparado a todos os estados do Brasil, o Ceará é o terceiro do Nordeste com o valor mais suave. O estado aparece atrás somente da Bahia (15,86%) e do Rio Grande do Norte (16,04%).

Perfil

Segundo a pesquisa, em 2012, as taxas de analfabetismo no interior do Ceará e na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) era de 21,9% e 9,2%, respectivamente. Já a quantidade de analfabetos por região era de 75% e 25% para cada.

Dentre eles, a maior parte se concentrou na zona urbana (57,5%), com menor quantidade na rural (4,5%). Mesmo assim, a zona rural tem alta incidência de analfabetismo (26,9%), enquanto a urbana tem 12,6%.

Ainda sobre o perfil, o sexo masculino no Ceará tem maior taxa de analfabetismo, com 19,4% e concentra 57% dos analfabetos. Já o feminino, sobre as mesmas vertentes, apresenta os valores de 13,4% e 43%.

Além disso, os pardos tem maior quantidade de analfabetos, com 71,2% do total. Já os negros tem uma incidência mais alta, de 23,7%. Os mais velhos, com 65 anos ou mais, tem maior quantidade (33,2%) e maior incidência (44,4%).

“A proporção de pessoas analfabetas declinou nos últimos anos para todos os grupos etários. Comparando os resultados de 2001 com os de 2012, observa-se uma redução significativa na taxa de analfabetismo. Entre os mais jovens a taxa declinou de 6,8% para 1,4%, já relatado anteriormente. Entre os mais velhos, com idade superior a 65 anos, a taxa de analfabetismo foi reduzida de 55,3 para 44,4% ao longo de todo o período considerado”, consta na pesquisa.

Diminuição

Somente a região Nordeste contém 54% dos analfabetos do Brasil, o que equivale a um contingente de mais de 7 milhões de pessoas. Destes, cerca de 1,08 milhão vive no Ceará. Mas a taxa já foi pior. De 2001 para 2012, o Ceará teve redução de -34,4% no analfabetismo, um desempenho de 4,4 pontos percentual superior ao do Brasil e de 6,1 pontos percentual acima da taxa do Nordeste.

Há dez anos, em 2003, a incidência era de 22,7% na população cearense. Além disso, a pesquisa aponta que, até 2005, a taxa de analfabetismo do estado era superior à da região Nordeste. “Porém, a partir de 2006 passa a apresentar taxas de analfabetismo sempre menores do que as da região”.

Emprego

Mesmo com analfabetismo sendo considerado um problema, a taxa de desemprego entre os analfabetos (1,2%) é inferior à calculada considerando apenas a população alfabetizada (6,3%). “Isso sugere uma demanda aquecida por mão-de-obra com baixa instrução.Entre os analfabetos o grau de informalidade é próximo a 90%, enquanto que entre os trabalhadores alfabetizados o percentual de ocupados informais estava próximo de 53,5% em 2012”.

Além disso, a pesquisa aponta que as maiores proporções de analfabetos estão nos setores da agricultura e da construção civil, com taxas de 32% e 21,5%, respectivamente, em 2012.

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