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Secretário de Segurança diz que RONDA precisa mudar

Óticas Diniz

Diário do Nordeste

24/10/2013

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Foto: José LEOMAR
Foto: José LEOMAR

O secretário de Segurança Pública do Ceará, Servilho Paiva, na primeira sabatina com os deputados estaduais cearenses, se esquivou de responder questionamentos sobre ações passadas, como as relacionadas com o programa Ronda do Quarteirão, que, contudo, ele admite ser necessário se fazer algumas mudanças na sua rotina para alcançar resultados mais eficientes. O debate contou com a presença de metade dos deputados e durou quase seis horas.

Antes da explanação do secretário, antecedendo aos questionamentos dos deputados, várias questões de ordem foram levantadas quanto ao procedimento da sessão, notadamente em relação ao tempo de três minutos destinados aos deputados para suas manifestações e perguntas.

Apesar de o painel eletrônico da Assembleia registrar a presença de até 39 parlamentares, somente 23 estiveram presentes no plenário por mais tempo, e ao final, apenas nove participaram do final da sessão. Paiva, ao responder os questionamentos feitos por doze parlamentares deixou algumas pontos em aberto, como as dúvidas sobre o fracasso do programa Ronda do Quarteirão, a demora para resolução de inquéritos policiais e a falta de parceria entre Polícias Militar e Federal.

Ele falou genericamente quando respondeu os questionamentos propostos e demonstrou que ainda está arrumando a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social. Sobre a problemática do crack, ele disse que ainda é preciso muito estudo, mas ressaltou que tal questão é um ciclo vicioso e que por isso é necessário as ações ostensivas.

Bolinha de cristal

Em dado momento, o deputado Heitor Férrer lembrou o aumento de 105% no número da violência no Estado e afirmou que a população quer saber quando o Governo irá diminuir os índices de violência, que são "insuportáveis". "Nem se eu tivesse bolinha de cristal eu saberia lhe dar essa resposta", disse o secretário. "Eu estou anunciando de maneira genérica, porque não tenho nada de maneira especificada", afirmou o secretário.

Sobre ações do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Ceará, ele disse que expediu um ofício ao Ministério Público e afirmou que não entende como oportuna a publicidade do fato, acrescentando que não vê quem ganha com a divulgação do assunto. "Enquanto policial eu entendo como equivocada a divulgação dessa informação. Não me parece razoável a forma como foi divulgado uma investigação de três anos. Não é daquela forma que se faz aquela divulgação", reclamou.

Sobre o Ronda do Quarteirão, o secretário disse que o programa já deveria ter sofrido algumas modificações, mas ressaltou que em qualquer lugar do mundo o desenho territorial da proposta funciona, que é a chamada polícia de proximidade. Conforme informou, quando secretário de Segurança de Pernambuco veio ao Ceará para levar experiências do Ronda para o Estado vizinho. "O programa deve passar por um novo momento e precisa ter um pouco mais de ação e proatividade como baixar o vidro e patrulhar com o vidro baixado. Ao fazer vista grossa, pode passar uma pessoa que ele deixa para lá e assalta alguém da família dele", explicou.

Integração

Diferente de Francisco Bezerra, o ex-secretário, Servilho não utilizou a tribuna do plenário, e fez seu pronunciamento da bancada da Mesa Diretora. Seu discurso, sem acrescentar muito sobre o que fará para melhorar a situação de violência no Estado durou 1h15 antes de abrir para os questionamentos dos parlamentares que se inscreveram.

Delegado Cavalcante e Ferreira Aragão, ambos do PDT, envolvidos com questões da segurança, não participaram do debate. Ely Aguiar, que também faz parte do grupo, está de licença e também não participou do evento. Servilho Paiva defendeu o trabalho integrado entre Polícia Militar e Civil, mas ressaltou que há diferenças entre as duas instituições por vários motivos.

Atualmente existe 2.400 homens na Polícia Civil e 15 mil na Polícia Militar. "Tem que verificar as áreas de maior incidência criminal, porque o Ceará tem quase 50% da população na Região Metropolitana e esse é o objeto de maior demanda". A Segurança Pública não deve ter qualquer coloração política, defendeu o secretário, pois é uma pasta que passa por todos os níveis da sociedade.

Ele defendeu ainda que aqueles que se "travestem" de policial devem ser extraídos da corporação e citou matéria do Diário do Nordeste dando conta do afastamento de um policial envolvido em assaltos. Ele ressaltou ser importante a integração das policias e disse que o Estado tem dinheiro para aquisição de equipamentos, mas acaba dependendo de trâmites burocráticos para poder funcionar. Lembrou ainda da chamada repressão qualificada que está sendo alterada e trabalhada para diminuir o número de assaltos. A parceria com municípios, secretarias e demais órgãos também foi citada como mecanismo para melhoria do cotidiano da Segurança.

Apenas doze deputados se inscreveram e fizeram questionamentos a Servilho Paiva ao longo do segundo expediente da sessão ordinária de ontem.

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