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Novas indústrias crescem 46% no Baixo Jaguaribe

Óticas Diniz

Diário do Nordeste

04/10/2013

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As indústrias do Vale do Jaguaribe serão contempladas com uma ferramenta importante para fomentar o crescimento do setor no Interior. O sistema da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), através do Instituto de Desenvolvimento Industrial (Indi), estará implantando polos de inovação tecnológica em sete regiões do Estado. De acordo com dados do Indi, o número de estabelecimentos industriais no Baixo Jaguaribe teve um crescimento de 46%.

O Baixo Jaguaribe receberá no fim deste mês a primeira Casa da Indústria do Interior do Ceará. Na última terça feira, foi realizada uma reunião no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), neste município, que teve como tema Inovação Industrial. Estiveram presentes empresários do Baixo Jaguaribe, professores do IFCE, secretários de municípios, além do diretor do Senai-CE, Fernando Nunes, do consultor da Universidade de Ben-Gurion, de Israel, David Bentolila, e do diretor corporativo do Instituto de Desenvolvimento Industrial (Indi), entidade ligada à Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Carlos Matos.

Estratégias

Na ocasião foram apresentadas estratégias para implementar inovação nas empresas, discutindo também, com empresários do setor, os desafios e dificuldade de crescimento das indústrias locais. A implantação da primeira Casa da Indústria do Interior do Ceará tem o intuito de levar inovação aos municípios, contribuindo para aumentar a competitividade do setor industrial em todo o Estado. Serão implantados sete Polos de Inovação nas regiões Centro-Sul, Cariri, Sertão-Central, Ibiapaba, Metropolitana e Pecém, sendo este último um polo especial, onde existe o Complexo Industrial e Portuário, além do Baixo Jaguaribe, onde receberá o primeiro polo do projeto.

Para Matos, dados levantados pelo Indi mostraram o grande potencial que a região possui e que realizar o trabalho voltado para inovação junto ao setor industrial irá expandir a atuação das empresas, gerando emprego e renda para região. "Esse é o nosso papel, o de incentivar um dinamismo econômico capaz de gerar mais trabalho, mais emprego, de permitir que os produtos produzidos no Baixo Jaguaribe possam conquistar o Brasil, exportar, como já acontece com as frutas e alguns produtos", disse.

A região formada pelos municípios de Russas, Morada Nova, Limoeiro do Norte, Jaguaruana, Tabuleiro do Norte, Quixeré, Jaguaretama, Alto Santo, Ibicuitinga, Jaguaribara, Palhano, São João do Jaguaribe e Itaiçaba, vem registrando índices de crescimento importantes para a região e para o Estado.

A fruticultura irrigada, que está presente em três grandes perímetros irrigados (Jaguaribe/Apodi, Russas e Morada Nova), é referência de produtos para exportação. Em outro plano as indústrias vêm ganhando cada vez mais seu espaço.

Crescimento

De acordo com dados do Indi, em 2002 eram 333 estabelecimentos e em 2011 esse número subiu para 487. O destaque vai para os setores de Produção Mineral Não Metálico, onde se incluem as indústrias de telhas e tijolos, que cresceu neste mesmo período 52% e as metalúrgicas, que teve um crescimento de 380%. Nos dois setores, destacam-se as cidades de Russas (polo ceramista) e Tabuleiro do Norte (polo metal-mecânico).

Para o empresário e delegado regional do Sindicato das Indústrias de Cerâmicas e Pré-moldados do Ceará (Sindicerâmica) no Baixo Jaguaribe, Elano Rebouças, o setor necessita de melhor adequação de fornos, no tocante à queima e secagem. "Atualmente, 80% das cerâmicas do Estado do Ceará ainda trabalha com a secagem natural através do sol, então o setor precisa de adequação através de estufas solares onde já existem indústrias com esse funcionamento", acrescenta Rebouças.

A alternativa diminui perdas, otimização otimiza o processo de fabricação dos produtos e garante certa tranquilidade para os colaboradores que fazem o serviço. A participação do setor industrial no PIB dos municípios variou 0,7% em 10 anos. Passando de 17,8% em 2001 para 18,5% em 2010.

A geração de empregos formais nas indústrias também cresceu, passando de 4.710 em 2002 para 11.151 em 2011, uma variação de 137%.

Potencialidades

A Casa da Indústria será inaugurada no próximo dia 31 de outubro, com sede em Limoeiro do Norte. O local atenderá todos os municípios do Baixo Jaguaribe, divididos em quatro núcleos de setores industriais, o metal-mecânico, alimentício, calçados e confecções e também cerâmica e mineração.

Para o assessor da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Limoeiro do Norte, Francisco Zuza de Oliveira, as empresas da região possuem grande potencial de desenvolvimento, mas os empresários precisam do apoio de especialistas para alavancar o crescimento. "A formação dos industriais é muito pequena, cresceram na marra e na inteligência e a gente vê que o raio de conhecimento que eles têm com pesquisadores é muito baixo. Então vai chegar um ponto que eles vão andar em círculo", afirma.

Oliveira ressaltou também o interesse dos industriais, grande parte jovens, com o projeto de inovação. "A gente vê que eles têm muita vontade de crescer e a Casa da Indústria será um grande suporte", ressalta.

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