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Agricultoras do Ceará vão receber assistência técnica pelo Brasil Sem Miséria

Óticas Diniz

Tribuna do Ceará

03/10/2013

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A troca de experiências sobre Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) está entre os principais objetivos do curso de formação de agentes para atender mulheres no âmbito do Plano Brasil Sem Miséria, do Governo Federal. Até sexta-feira (4), cerca de 30 técnicos de quatro estados estarão reunidos em Brasília (DF) para levarem, posteriormente, assistência técnica a quase mil mulheres que vivem na linha da extrema pobreza no Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraná.

Serão atendidas 240 mulheres em cada estado durante 24 meses. Primeiramente, será feito um trabalho de mobilização e identificação dos grupos produtivos de mulheres – foco principal da chamada pública. Depois dessa etapa, serão realizados os trabalhos com fomento, incentivando a produção agrícola e de produtos naturais para o autoconsumo e para comercialização.

A coordenadora do Programa de Organização Produtiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Caroline Molina, afirma que esse treinamento é uma forma de os agentes mostrarem para os colegas que dividirão o trabalho a realidade de cada estado. “Essas pessoas que vão trabalhar com as mulheres são equipes das próprias regiões que serão atendidas. Então, eles mesmos trazem para o treinamento a visão deles, aqui é o intercâmbio desses conhecimentos que os técnicos têm”, diz.

Caroline acha que essa etapa é, também, uma forma de conhecer a realidade onde vão atuar. “O objetivo é que, a partir desse treinamento, as equipes e os fiscais estejam prontos para executar os serviços para as mulheres”, completa. O curso é ministrado por técnicos da Diretoria de Assistência Técnica da Secretaria de Agricultura Familiar do MDA (Dater/SAF/MDA).

Quem endossa o discurso é Sarah Luiza Moreira, agente de Ater do Ceará. Ela acredita que esse trabalho é uma forma de entender melhor como vivem essas mulheres que estão na extrema pobreza. “Esse treinamento vai contribuir com a intervenção que faremos com elas. Esperamos que, com isso, elas consigam ser mais valorizadas, ter autonomia, melhorar a renda e ter maior poder de reconhecimento no lugar onde vivem”, elenca.

Experiência

Rejane Medeiros é agente no Rio Grande do Norte e tem vasta experiência com esse trabalho com as mulheres. Desde 1993, ela trabalha em conjunto com agricultoras para levar políticas públicas para elas. “A partir desses debates, as trabalhadoras começaram a nos demandar. Isso possibilitou a auto-organização delas, para que elas entendessem que são cidadãs e protagonistas da própria história”, define.

Para Rejane, o trabalho realizado com essas agricultoras é essencial para devolver a autoestima delas. “Muitas delas diziam para nós que não trabalhavam, apenas ajudavam os maridos. Com assistência, queremos romper com essa desigualdade, para que elas se vejam como mulheres trabalhadoras”, reflete.

Com informações do MDA

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