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Facilitadores do ProJovem no Ceará temem ficar sem dinheiro após paralisação do programa

Óticas Diniz

Diário do Nordeste

20/09/2013

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Os mais de 200 funcionários que prestaram serviços de qualificação profissional na execução do programa ProJovem Trabalhador no Ceará continuam sem saber como irão receber o dinheiro referente aos dias trabalhados desde o último dia 26 de agosto.

Em 2010, o ex-presidente Lula veio a Fortaleza para participar da aula inaugural do programa FOTO: ARQUIVO

A execução do programa foi paralisada pelo Instituto Mundial do Desenvolvimento e da Cidadania (IMDC) após a Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) informar que iniciou o processo de rescisão do contrato celebrado com o IMDC, além de já ter suspendido o repasse de verba, devido a denúncias no âmbito federal.

O ex-presidente do Instituto, Deivson Oliveira Vidal, foi alvo da Operação Esopo deflagrada pela Polícia Federal ao ser acusado de desviar verbas de licitações firmadas com o Ministério do Trabalho e dez estados, incluindo o Ceará.

As dúvidas sobre o pagamento e o futuro do programa surgiram após todos os funcionários receberem um e-mail, na última quinta-feira (19), informando que as atividades do programa em todo o Estado deveriam ser paralisadas, devido à falta de recursos, segundo alegou o IMDC.

O facilitador Rafael Sousa atuou em Itapipoca durante o programa e é um dos profissionais preocupados com o impasse. "Nos informaram que o escritório do IMDC em Fortaleza está paralisado e, para recebermos nosso dinheiro, mandaram a gente procurar o escritório em Belo Horizonte. Não sabemos o que fazer. Teremos que ir até lá para conseguir nossos direitos?", questionou.

Rafael reclamou que todos os profissionais têm dificuldades para conseguir informações com o IMDC. "Fica a incerteza. O escritório de Fortaleza diz que não vai se responsabilizar. Trabalhamos até durante os sábados para tentar terminar a primeira fase do programa no prazo estabelecido. Também sentimos muito por causa dos alunos", lamentou.

A cozinheira Zelma Rodrigues também teme que tenha um prejuízo de pelo menos R$ 3.500 pela incerteza no pagamento dos serviços prestados.

Ela era responsável por fornecer lanches aos facilitadores e aos estudantes e revelou que, em nenhum momento, foi informada de como deveria proceder para receber o pagamento após o paralisação do programa."Não pagaram e nem me avisaram nada. Nem o telefone atendem" reclamou.

Secretaria diz procurar soluções

A STDS garantiu que, em parceria com a Controladora Geral do Estado (CGE) e a Procuradoria Geral do Estado (PGE), está buscando e analisando soluções técnicas e jurídicas para dar continuidade ao programa e aos cursos de capacitação, sem que haja prejuízos para os jovens e os facilitadores do ProJovem Trabalhador.

A reportagem também tentou entrar em contato com os escritórios do IMDC em Belo Horizonte e Fortaleza, mas não conseguiu até o momento da publicação da matéria.

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