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SP: Policiais exigiam propina de mais de R$ 500 mil ao ano, diz investigação

Óticas Diniz

G1

16/07/2013

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O promotor Amauri Silveira Filho, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Campinas, disse nesta segunda-feira (15) que os policiais investigados por ligação com a quadrilha do narcotraficante Wanderson Nilson de Paula, o Andinho, cobravam "de R$ 200 mil a R$ 300 mil por ano em uma tacada e, depois, uma mensalidade em um valor pouco menor, de cerca de R$ 30 mil" em propina. Sete policiais e seis suspeitos de tráfico foram presos.

Somados os valores, o grupo de policiais receberia mais de meio milhão por ano. Segundo o corregedor-geral da polícia, Nestor Sampaio, parte dos suspeitos tem antecedentes criminais. Além de responder a esse novo processo criminal, eles serão alvo de processo administrativo que pode resultar em demissão.

Os policiais mencionado pelo promotor são alvo de uma operação realizada pelo Gaeco de Campinas e pela Corregedoria da Polícia Civil nesta segunda. A Justiça expediu mandados de prisão contra integrantes e ex-integrantes do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc). No total, a operação cumpriu 13 mandados de prisão.

Dos sete policiais presos, cinco trabalham na capital paulista e dois em Campinas. Eles irão responder por formação de quadrilha armada, roubo, tortura e extorsão mediante sequestro. A operação entra agora em uma segunda fase, disse o promotor durante entrevista nesta tarde na sede da Secretaria da Segurança Pública, no Centro de São Paulo.

Andinho cumpre, desde 2002, sentença de mais de 400 anos de prisão no presídio de segurança máxima de Presidente Venceslau, no interior do estado. Também foi preso nesta segunda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, um "importante criminoso" suspeito de ter ligação Andinho. Ele teria planejado a morte de promotores do Gaeco.

Presos

Entre os presos nesta segunda-feira estão dois delegados do Denarc. O supervisor da Unidade de Inteligência do Denarc, Clemente Calvo Castilhone Junior, é um deles. O delegado-geral da Polícia Civil, Mauricio Blazeck, informou ao SPTV que Castilhone foi preso por suspeita de ter vazado informações que poderiam comprometer as investigações.

O advogado de Castilhone, João Batista Augusto Junior, afirmou desconhecer os motivos que levaram à prisão temporária por 30 dias de seu cliente. Augusto Junior, entretanto, alegou que o delegado é inocente de qualquer acusação a ele atribuída. O defensor irá tomar conhecimento das acusações para tentar revogar a prisão.

Interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça estão entre as provas contra os suspeitos. Segundo o promotor, a investigação foi instalada pelo Ministério Público em outubro de 2012 com objetivo de identificar traficantes de Campinas ligados a uma organização criminosa, mas no curso desse trabalho foram detectado possíveis desvios de conduta de policiais.

O promotor Amauri Filho diz que os policiais investigados realizaram várias ações para impedir o trabalho de investigação dos promotores. "Se tentou forjar evidências, constranger testemunhas e daí sobreveio a necessidade de procurar o Poder Judiciário e pedir a prisão temporária de alguns policiais", afirmou.

Reestruturação

Maurício Blazeck disse que vai discutir ainda nesta semana com o secretário da Segurança Pública, Fernando Grella, a reestruturação e modernização do Denarc. "Trata-se de um departamento criado há 25 anos. Seus procedimentos e atribuições serão revistos diante não só desse fato. Há necessidade de ajustes estruturais e na filosofia de trabalho", afirmou.

O delegado-geral deixou claro que a investigação não atinge o diretor do Denarc, Marco Antônio Pereira Novaes de Paula Santos. "Com relação à pessoa do doutor Marco Antônio não está sob o contexto nenhuma alteração", disse o delegado-geral. O promotor afirmou que Santos  "sempre se mostrou extremamente solícito" com as investigações.

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