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Equipadas com mamógrafos, policlínicas ajudarão no controle do câncer

Óticas Diniz

Tribuna do Ceará

10/06/2013

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O Comitê Estadual de Controle do Câncer da Secretaria da Saúde do Estado lançou o plano de atendimento para interiorização do Projeto Iracema, desenvolvido pelo Grupo de Educação e Estudos Oncológicos (Geeon), da Universidade Federal do Ceará (UFC), que mobiliza agentes de saúde e profissionais do Programa Saúde da Família (PSF) na identificação, por meio de fichas de avaliação, de mulheres com risco aumentado de desenvolvimento de câncer de mama.

 

O plano envolve as dez policlínicas regionais já entregues pelo Governo do Estado nos municípios de Acaraú, Aracati, Baturité, Brejo Santo, Camocim, Campos Sales, Itapipoca, Pacajus, Tauá e Sobral, todas elas equipadas com mamógrafos. Em todas elas, além do ginecologista e do urologista, há médicos mastologistas.

 

Conforme o coordenador do Comitê do Câncer, Luis Porto, o Geeon vai dar apoio às policlínicas na montagem de fluxogramas de atendimento e na formulação de programas regionais de controle do câncer de mama. Em Baturité, a segunda policlínica regional inaugurada pelo governo do Estado, realizou de abril de 2011 a maio deste ano 5.389 mamografias na população de mulheres do Maciço de Baturité. O Ceará possui 117 mamógrafos para atender a população, 42 deles na rede pública. Em 2012, foram realizados em todo Estado 110.126 mamografias. Com a interiorização do Projeto Iracema, a meta é chegar a 300 mil exames anuais.

 

O câncer no Ceará

 

Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, a primeira mamografia deve ser feita aos 35 anos. Caso nenhuma alteração fique constatada, a segunda deve ser realizada somente aos 40 anos. O câncer é a segunda doença que mais mata no Ceará. Fica atrás apenas do AVC. No sexo feminino, o câncer que provoca mais mortes entre as mulheres é o de mama, seguido de pulmão, estômago e colo de útero. Em 2010 morreram no Ceará 492 mulheres em consequência do câncer de mama, 99 delas na faixa etária de 40 a 49 anos, 108 de 50 a 59 anos, 93 de 60 a 69 anos e 75 de 70 a 79 anos. Em 2011, foram 491 óbitos, 85 na faixa etária 40 a 49 anos, 125 de 50 a 59 anos, 85 de 60 a 69 anos e 94 de 70 a 79 anos. A taxa de mortalidade por câncer de mama naquele ano ficou em 11,36 por 100 mil habitantes.

 

A origem do câncer de mama geralmente é multicausal e pode estar associada a vários fatores de risco: idade (70% em mulheres acima de 50 anos), histórico familiar, tempo de exposição ao estrogênio (menstruação precoce, menopausa tardia, gravidez após os 30 anos, ausência ou poucas gestações, consumo de anticoncepcionais hormonais), raça (mulheres brancas correm mais risco), obesidade, má alimentação, tabagismo, alcoolismo, exposição a produtos químicos tóxicos, exposição a campos eletromagnéticos. Um dos fatores que dificultam o tratamento é o estágio avançado em que a doença é descoberta. A maioria dos casos de câncer de mama, no Brasil, é diagnosticada em estágios avançados, diminuindo as chances de sobrevida das pacientes e comprometendo os resultados do tratamento.

 

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