Pequenos criadores de camarão deste município estão se organizando para regularizar a atividade. Em parceria com o Sebrae, estão criando uma associação para fomentar a cadeia produtiva. Atualmente, 70% dos pequenos carcinicultores, que possuem até dois viveiros, realizam a atividade de forma clandestina. A produção irregular encarece a atividade, baixa o preço de venda, ditado pelos atravessadores, e não contribui para arrecadação tributária do município.
Mais de 80 criadores, entre pequenos e grandes, atuam no município. Destes, apenas 30% possuem empresa formalizada e realizam a atividade com autorização dos órgãos fiscalizadores. Os demais vendem boa parte da produção para atravessadores, ou criadores no município de Aracati, no Litoral Leste.
De acordo com o secretário de agricultura de Jaguaruana, José Amauri Moreira, a legalização da atividade vai impulsionar a economia e a geração de empregos. "Hoje, muitas pessoas estão saindo do ramo da produção de rede e migrando para a criação de camarão. A atividade tem se mostrado em potencial crescimento aqui em Jaguaruana. Só que da forma como tem sido feita, a atividade gera preocupações para os próprios criadores, que não possuem autorização para exercer a atividade", explica.
O secretário frisa, ainda, que o município perde em receita. "O que é produzido aqui, de forma clandestina, não gera receita para a cidade e, com isso, fica difícil realizar projetos para desenvolver a criação do camarão. Formalizar também contribui para a economia local", ressaltou Moreira.
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