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Acesso à internet no CE subiu 189%; Interior é desafio

Óticas Diniz

Diário online

17/05/2013

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De 2005 a 2011, o número de pessoas com acesso à internet passou de 12,9% para 33,4% no Estado

Para quem mora em Fortaleza, o acesso à internet em casa, de modo geral, pode ser contratado através de uma série de empresas. Porém, no caso da maioria dos municípios do Interior do Ceará, são muitos os empecilhos para conseguir o serviço. Mesmo com as dificuldades, de 2005 a 2011 houve um crescimento de 189,8% no número de pessoas que tiveram acesso à internet em todo o Estado.

 

Anaiana Aguiar e a amiga Cláudia tiveram que comprar uma antena para ter acesso à internet em casa, localizada em um distrito de Ubajara FOTO: DIVULGAÇÃO

"Para se ter uma ideia, dos 2,5 milhões de domicílios do Ceará, 588 mil tinham computador e 475 mil estavam ligados à internet. Nós tínhamos, no primeiro ano de pesquisa, poucos domicílios com acesso à internet. Houve um crescimento significativo e ainda há espaço para crescer ", afirma o chefe da unidade estadual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Ceará, Francisco Lopes.

Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011, divulgada ontem pelo IBGE, 23% dos domicílios cearenses tinham microcomputador, sendo que 18,6% estavam ligados à internet. Em Fortaleza, o percentual de domicílios com microcomputadores chegou a 34,3%, com 28,6% deles conectados à rede mundial.

 

Piores resultados

Apesar da crescimento, o Ceará ficou entre os quatro estados com menor percentual de pessoas conectadas à internet em 2011, com 33,4%, - ficando os piores resultados com Maranhão (24,1%), Piauí (24,2%) e Pará (30,7%). O levantamento considera pessoas com 10 anos ou mais de idade que utilizaram a rede nos três meses anteriores à coleta da pesquisa.

 

Dificuldades

Toda a dificuldade de acesso representada pelos números é uma realidade constante na vida da secretária escolar Anaiana Aguiar. Moradora do Sítio Furnalhão, localizado em Ubajara, ela decidiu contratar o serviço em novembro do ano passado. Para isso, foi preciso pagar R$ 150 por uma antena, além dos R$ 40 mensais para receber o sinal. Assim como ela, a amiga Cláudia Aguiar também decidiu instalar o serviço em casa, que fica no distrito de Araticum, no mesmo município. Ela teve que comprar outra antena.

"Quando eu não quiser o serviço, vou ter que devolver a antena. Eu compro a antena e eles dão a aparelhagem. Como eu moro a 70 quilômetros de Ubajara, contrato uma rede de Flecheirinhas, que fica mais próxima", afirma Anaiana.

Desde 2004, Anaiana tinha acesso ao universo online apenas por meio dos computadores da escola onde trabalha. Porém, com a grande demanda de estudos e trabalhos para fazer em casa, decidiu obter o serviço - além de ter a facilidade de manter o contato com familiares que moram em outros locais. "Na escola onde trabalho, a internet é um caos, assim como a da minha casa. Depende muito da situação. Tem dia que até está bom, mas, quando chove, não funciona direito", lamenta.

Já para quem precisa acessar por meio do celular, apenas uma operadora oferece o serviço para a região, segundo Anaiana. "Isso tudo dificulta bastante. Muitas pessoas dependem disso e algumas acabam tendo que oferecer impressão de documentos, pesquisa e acesso à internet", diz.

Conforme o diretor da operadora cearense de telecomunicações Mobi, Sayde Bayde, o grande problema é "técnico", por falta de infraestrutura. "A dificuldade se dá por meios físicos de comunicação, que são ralos, com cabos bem menores. Diferente da Capital, onde são recebidos cabos de fibra ótica marítimos de todo o mundo", explica. Ele destaca que, no Interior, são muitas as empresas "piratas", que oferecem o serviço para um número reduzido de clientes.

Segundo Bayde, a Mobi irá ampliar o serviço a partir de julho deste ano nos municípios de Baturité, Juazeiro do Norte, Iguatu, Quixadá, além de Fortaleza. O objetivo, destaca, é ampliar a rede das cidades para 10 gigabytes. "Hoje, o retorno é bem mais rápido que no passado. A demanda que existe dá mais possibilidades", diz. Conforme ele, a ideia é ampliar a rede para cidades vizinhos.

No Estado, apenas 12,9% da população com 10 anos ou mais de idade tinha acesso à internet em 2005, enquanto, em 2011, o percentual alcançou os 33,4%. Na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), esse total foi de 44,6% em 2011.

Já entre os estudantes cearenses, o número sobe para 62,9% dentre os que tiveram acesso e cai para 24% entre os "não estudantes" que se conectaram à internet. Entre as pessoas ocupadas e não ocupadas no período no Ceará, apenas 33,4% e 33,3% tiveram acesso, respectivamente. A região Nordeste apresentou um salto de 11,9%, em 2005, para 34% entre os conectados, em 2011 - semelhante aos dados locais. (GR)

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