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A importância da mamografia: 1,7 mil mulheres foram diagnosticadas com câncer de mama no Ceará

Óticas Diniz

Tribuna do Ceará

15/05/2013

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A mastectomia, procedimento realizado por Angelina Jolie e que surpreendeu muitas pessoas, é um método comum para prevenir o câncer de mama em algumas mulheres. A atriz reduziu o risco de contrair um câncer de 87% para 5%.

 

De acordo com o mastologista do Instituto do Câncer do Ceará (ICC), Ércio Ferreira, a cirurgia para a retirada das glândulas mamárias (ou seja, os seios, preservando a pele) deve ser feita apenas nas mulheres que têm alto risco de desenvolver um câncer. “É uma decisão dolorosa, mas é um procedimento que reduz bastante o risco”.

 

No Ceará, somente em 2012, 1.770 mulheres foram diagnosticadas com câncer de mama, sendo 720 em Fortaleza. Isso corresponde a uma taxa de 39,11 mulheres por 100 mil habitantes.

 

Aconselhamento genético

 

Conforme Ferreira, seria ideal que os hospitais cearenses concedessem aos pacientes um aconselhamento genético, ou seja, uma consulta médica especializada para pessoas preocupadas com a ocorrência de uma doença genética. “No aconselhamento há uma avaliação da história do paciente, os riscos que a pessoa pode ter… mas não possuímos esse tipo de procedimento no Ceará”.

 

Em laboratórios de Belo Horizonte e São Paulo, são feitas análises do DNA por meio do sangue ou da saliva. Se a mulher for portadora de dois genes mutantes, o BRCA1 e o BRCA2 (presente no caso da atriz), o risco de sofrer câncer de mama será alto.

 

Recomendação

 

“O tratamento é recomendado principalmente para as mulheres que tiveram mais de um caso de câncer de mama ou de ovário na família, ou então que uma tenha contraído o câncer ainda jovem, por exemplo”, explica o mastologista.

 

Mas é bom lembrar que o câncer é multifatorial. Portanto, o cuidado é necessário a todas. Ele indica que as mulheres façam uma vigilância intensiva para poderem tratar o quanto antes, caso o câncer seja detectado. “Pelo menos uma mamografia anualmente, a partir dos 40 anos, seria interessante. Isso é importante para evitar surpresas no futuro”, conta.

 

Mama e colo de útero

 

Para quem não sabe, existe relação entre o câncer de mama e o câncer de colo do útero. Pesquisa mostra que 66% das mulheres brasileiras desconhecem que há relação entre a infecção pelo vírus HPV (papilomavírus humano) e o câncer do colo do útero. A infecção por esse vírus aumenta em até 100 vezes o risco de a mulher desenvolver esse tipo de câncer.

 

O levantamento foi realizado pela Associação Brasileira de Patologia no Trato Genital Inferior e Colposcopia em parceira com o Ibope, com objetivo de entender a percepção feminina sobre o assunto. Das 700 mulheres ouvidas, 18% nunca fizeram o exame papanicolau – principal forma de detectar as lesões que podem levar ao câncer do colo do útero – e 13% fizeram apenas uma vez. Além disso, 40% das mulheres não acham que os exames preventivos de rotina podem servir como forma de prevenção à doença.

 

Ainda segundo a pesquisa, 76% das mulheres ouvidas não relacionam a vacinação contra o HPV como forma de prevenção ao câncer do colo do útero. Estudos mostram que, embora o HPV seja comum (80% da população mundial já foram infectados ao menos uma vez na vida). Ele é responsável pelo surgimento do câncer do colo do útero nas mulheres mais suscetíveis.

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