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Ex-PM e empresário abasteciam quadrilha de traficantes em Granja-CE

Óticas Diniz

Redação

09/03/2013

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Polícia Civil apresentou ontem o material apreendido com a quadrilha. Prosseguem as buscas pelos quatro foragidos e outras frentes de ação serão realizadas em mais cidades (Foto: Bruno de Castro)

Um ex-policial militar e um empresário do ramo de combustíveis abasteciam a quadrilha de tráfico de drogas desarticulada pela operação “Depurare” na cidade de Granja (Zona Norte do Ceará), na noite da última quinta-feira, 7. A informação foi divulgada ontem pelos órgãos envolvidos na operação: Delegacia de Narcóticos (Denarc), Ministério Público do Estado (MP/CE) e Promotoria do município.
 

Na ação, um adolescente foi apreendido e 26 pessoas foram presas, cinco das quais de uma mesma família paraense, acusada de gerenciar o comércio de entorpecentes na região. Mais quatro integrantes estão foragidos. Outras frentes de ação serão realizadas pelos três órgãos.
 

Os perfis dos primeiros detidos foram divulgados ontem, em coletiva a imprensa. Quase todos tinham passagem pela Polícia. Parte da maconha e do crack vendidos em Granja por Antônio Nilson do Amaral de Sousa, o Júnior Roco, vinha de Fortaleza, segundo as investigações. O ex-sargento José Erisbelto de Aguiar Monteiro, conhecido como Nenem, é acusado de fornecer os produtos. O militar foi expulso da PM justamente por tráfico. Chegou a ser preso em 2004, mas estava em liberdade.
 

Roco é apontado como o líder do bando de Granja, ao lado do irmão, Adriano do Amaral de Sousa, o Didi. A mãe, Hilda Francisca do Amaral de Sousa, a Hilda Furacão, é acusada de esconder dinheiro e armamento numa casa a 40 km da cidade. Conforme as investigações, Roco também recebia apoio da irmã Antônia Bruna do Amaral de Sousa e do irmão Adeilson do Amaral de Sousa.
 

Já a cocaína comercializada por Roco e Didi teria origem em Novo Oriente. O esquema funcionava assim, segundo a Polícia: Antônio Marcelino do Nascimento Filho, o Careca, recebia entorpecentes do patrão, o empresário José Aroldo Ximenes Coutinho, e repassava-os aos irmãos, que mantinham um comércio como fachada. Aroldo tem duas passagens pela Denarc (2004 e 2007) e uma pelo extinto Carandiru (SP).
 

Segundo o titular da Denarc, delegado Pedro Viana, Roco revendia droga para pelo menos quatro municípios cearenses: Barroquinha, Camocim, Tianguá e Jijoca de Jericoacoara, onde o acusado de chefiar o tráfico no município - Façanha Torres da Cunha - foi preso. Outras localidades estão sendo investigadas.
 

Roco teria contado com o apoio de assaltantes de bancos e até de um padeiro camocinence. Ele responde por dois latrocínios. “O Roco era muito temido. Mandava e desmandava em Granja. A população comemorou (a prisão). E ele também traficava armas. Mas a quadrilha tem mais do que esses presos”, cita Viana.
 

ENTENDA A NOTÍCIA
 

As investigações da Polícia Civil duraram cinco meses e iniciaram por provocação do MP/CE. As prisões foram efetuadas em Fortaleza, Itarema, Jijoca de Jericoacoara, Granja, Camocim, Barroquinha, Tianguá e Novo Oriente.
 

Saiba mais
 

Os presos: José Batista Maia (Amnésia), Daniel Benício Meneses (Niel), Jadson Rafael de Lima (Rafael Pernambuco), José Erisbelto de Aguiar (Nenem), Elinardo Ferreira da Silva (Pica-pau), Ramilson Geovane Pereira (padeiro de Camocim), Antônio Nilson do Amaral (Didi), Antônio Marcelino do Nascimento Filho (Careca), Erilene de Sousa Ferreira (Leninha), Samara Custódio da Costa, Antônio Leandro Monteiro da Costa, André Luís Ferreira, Façanha Torres da Cunha, José Aroldo Ximenes, Antônia Bruna do Amaral de Sousa, Rosemery Ferreira da Rocha, Adeilson do Amaral de Sousa (Capote), Márcio Sales de Moraes (Mocó), Maria do Livramento Tomaz (Menta), Benedito Clementino (Gordo), Hilda Francisca do Amaral de Sousa (a Hilda Furacão), Manoel de Jesus Pinto (Régis Raposo), Carla Rachel Ribeiro, José Wellington de Freitas (Pivete) e José Geovani de Freitas (Chumbo).
 

O nome do jovem não é revelado em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).


Via O Povo

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