Russas. Aconteceu na tarde de ontem (20), na sede da Associação da Indústria de Cerâmica Vermelha do Vale do Jaguaribe (Asterussas), localizada neste município, reunião com representantes da classe ceramista e poder público local. Na pauta estava a extração ilegal de argila e a necessidade de se realizar fiscalização mais rigorosa. Segundo levantamento feito pela entidade, 50% das empresas realizam extração ilegal da matéria prima.
Segundo os ceramistas presentes, tal atitude desenfreada traz consigo uma série de prejuízos ambientais e econômicos. Dados divulgados pela Associação, apontam que pelo menos 50% dos ceramistas promovem a extração ilegal na cidade e não pagam os impostos devidos, além de causar sérios impactos ao meio ambiente. A irregularidade prejudica quem trabalha dentro da legalidade e promove uma concorrência desleal.
O presidente da Asterussas, Helano Rebouças, deixou claro que objetivo dessa ação não é punir ninguém e sim que todos possam trabalhar de maneira igualitária e legal. "Nós queremos legitimidade, igualdade e condições necessárias para que todo mundo faça um bom uso e desfrute das situações que nos é pertinente na fabricação de telhas e tijolos no município de Russas", destacou.
O prefeito Weber Araújo, em sua fala, se comprometeu em dar assistência necessária para que o trabalho seja realizado dentro da legislação. "O foco é gerar uma organização entre a classe e tentar trazer os ceramistas ilegais para que eles possam entrar na legalidade", frisou o prefeito.
A partir dessa reunião ficou definido a criação de uma comissão que irá fiscalizar a extração de barro para a industria e cerâmica local. A prefeitura encaminhou para ser votado na câmara municipal um projeto de lei que cria a Secretaria de Meio Ambiente, que dará suporte a essa e outras questões.
Redação TV Russas
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