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Sífilis congênita: CE é 2º em número de infectados

Óticas Diniz

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24/10/2012

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Quantidade de bebês que já nascem com o mal cresceu 110 vezes nos últimos 11 anos no Estado
Quantidade de bebês que já nascem com o mal cresceu 110 vezes nos últimos 11 anos no Estado

A sífilis congênita é uma doença transmitida da mãe para o bebê. Apesar de ser de fácil diagnóstico, o número de recém-nascidos infectados vem crescendo no Brasil. O Ceará registrou, somente no ano passado, 874 casos da doença em menores de um ano de idade, ficando em segundo lugar no número de notificações em todo o País. Conforme o Ministério da Saúde, são 6,8 casos no Estado para cada mil nascidos vivos.

No ranking dos estados, o Rio de Janeiro é o que tem a maior taxa de sífilis congênita, 9,8 ocorrências da doença a cada mil recém-nascidos. Em terceiro lugar, aparece Sergipe com 6,7 menores de um ano infectados na mesma proporção. O local com menor taxa de sífilis em recém-nascidos é o Piauí, 0,8, entretanto, segundo o Ministério da Saúde, esse dado pode refletir a subnotificação da doença. A média do Brasil é de 3,3 casos por mil bebês nascidos vivos.

Ainda de acordo com um levantamento feito pelo órgão, nos últimos 11 anos, o número de bebês infectados no Estado aumentou 102 vezes, passando de oito casos em 2000 para 874 em 2011. Essa grande demanda é confirmada pela infectopediatra Gláucia Ferreira. Segundo ela, na maioria das vezes que atende em seu ambulatório, consegue detectar pelo menos um recém- nascido com sífilis.

A médica afirma que a principal medida no combate e na prevenção dessa doença nos bebês é o pré-natal. Além disso, Gláucia reforça a importância do tratamento no parceiro. "Na gestante, a doença é descoberta por meio de um exame de rotina no pré-natal chamado VDRL, que deve ser feito em três momentos: no primeiro trimestre, na 28ª semana e na admissão da sala de parto", ressalta a médica.

Ainda de acordo com a infectopediatra, o grande problema da sífilis em bebês é que, na maioria das vezes, a doença é assintomática e, se e não for tratada, pode ocasionar reações inflamatórias e até reações ósseas. "Pode atingir também o rim, o pulmão e fígado, comprometendo o funcionamento dos órgãos", lembra Gláucia.

 
Cuidados
"A sífilis congênita, transmitida da mãe para o bebê, é uma doença de fácil prevenção, e o acesso precoce à testagem é essencial ao tratamento, não só para o recém-nascido, mas também para a gestante durante o pré-natal", ressalta o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa. Segundo ele, o ideal é que todas as mulheres grávidas façam esse exame durante as consultas do pré-natal, ao longo da gravidez, conforme recomendado pelo Ministério da Saúde.

Para avançar no cumprimento do objetivo de eliminar a doença enquanto problema de saúde pública até 2015, o Ministério da Saúde conta também com a implantação da Rede Cegonha, visando ampliar a oferta do teste rápido de sífilis no pré-natal. Uma vantagem dessa estratégia é a possibilidade da gestante sair da consulta de pré-natal já com o resultado do teste e com tratamento iniciado, caso necessário.

O número desses exames rápidos distribuídos até setembro de 2012 foi sete vezes maior do que todo o ano de 2011 - de 31,5 mil para 237 mil unidades. No Ceará, segundo Marcos Paiva, técnico em assistência da Coordenação Municipal de DST Aids e Hepatites Virais de Fortaleza, o aumento de notificações está diretamente ligado ao crescimento dos diagnósticos.

 
Disponibilidade
De acordo com ele, o teste rápido para diagnosticar a doença já está disponível em 20 postos de saúde e em seis maternidades municipais: Hospital Nossa Senhora da Conceição, Gonzaguinha do José Walter, Messejana, Barra do Ceará e Hospital da Mulher. "Houve uma preocupação muito grande para identificar e notificar casos novos para que se possa ter um perfil maior da situação epidemiológica. Por isso, iniciamos em Fortaleza os testes rápidos em 2011", diz Paiva.

Conforme o técnico, o teste rápido é uma espécie de triagem e, caso dê positivo, a gestante é encaminhada para fazer o VDRL. Os testes levam 20 minutos e são enviados pelo Ministério da Saúde pela Rede Cegonha de acordo com a demanda. "A nossa a ideia é implantar, até 2015, em todas as 92 unidades da atenção básicas", ressalta.

 
KARLA CAMILAREPÓRTER

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