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Pesquisa analisa se jovens estão preparados para envelhecer com saúde

Óticas Diniz

Diário do Nordeste

18/08/2017

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Pesquisa afirma que há pouca evidência de detenção dos crescentes níveis de obesidade e distúrbios mentais dos jovens nas escolas ( Foto: Divulgação )
Pesquisa afirma que há pouca evidência de detenção dos crescentes níveis de obesidade e distúrbios mentais dos jovens nas escolas ( Foto: Divulgação )

Estudo realizado alerta para a importância da conscientização sobre estilo de vida mais saudável.

Os avanços da medicina fazem com que as pessoas vivam mais tempo, mas isso não significa que a qualidade de vida dos futuros idosos será melhor que a dos idosos atuais. Segundo a pesquisa Kids and Old Age, realizada pela Economist Intelligence Unit (EIU) em parceria com a Merck Consumer Health, os jovens de hoje terão menos saúde quando atingirem 65 anos em comparação aos adultos que hoje têm esta idade.

A pesquisa foi apresentada recentemente na sede da Merck, em Darmstadt, na Alemanha, no evento Global Consumer Health Debate, que teve como tema "100 anos com saúde: os jovens estão preparados?”.

O fórum reuniu especialistas da ONU, UNICEF, UNAIDS, Federação Mundial da Obesidade e McKinsey, além da Presidente da Inmed Brasil, Joyce Capelli, e abordou questões como as ameaças mais urgentes à saúde de nossos filhos a longo prazo, responsabilidade entre escola, família e comunidade.

Segundo o relatório, os problemas relacionados ao estilo de vida atual dos jovens já estão causando prejuízos em sua saúde e poderão contribuir para o surgimento de doenças crônicas na velhice. De maneira geral, 32% dos educadores ouvidos pela EIU afirmam que muitas crianças já sofrem de uma doença crônica e cerca de dois terços desses educadores dizem que as crianças fazem "escolhas nutricionais precárias" no Brasil, essa proporção aumenta para três quartos dos educadores, em contraste com pouco mais de 50% na Alemanha.

O estudo mostra também que as escolas se concentram nos principais problemas detectados, como falta de exercício físico, mas ignoram temas como nutrição e cuidados com a saúde mental dos estudantes. Enquanto o esporte está no topo da lista de prioridades do currículo escolar, apenas cerca de um terço (36%) dos pais e educadores ouvidos dizem que as escolas promovem práticas mais amplas de bem-estar, como evitar o estresse e dormir o suficiente para uma vida saudável.

Outro fator complicador é a pouca evidência de que os programas educacionais escolares estejam conseguindo deter os crescentes níveis de obesidade e distúrbios mentais dos jovens. Os problemas não se restringem à sala de aula: a pesquisa mostra que eles começam e se desenvolvem em casa, com as crianças combinando estilo de vida sedentário com dietas pobres.

As comunidades, por sua vez, fornecem centros esportivos e alternativas para melhorar os hábitos dos jovens, mas pouco fazem para encorajar essa mudança. No Brasil, onde cerca de um terço (34%) das crianças estão acima do peso, a obesidade pode coincidir com desnutrição, pois os jovens – especialmente os pertencentes a famílias mais pobres – consomem alimentos baratos, pesados e não nutritivos ao invés de produtos mais saudáveis e frescos.

Por fim, a pesquisa aponta uma série de mudanças que podem ajudar a melhorar a saúde das crianças em sua fase adulta. São indicados uma maior integração e cooperação entre sistemas de saúde, escolas, pais e políticas públicas, tanto a nível nacional como regional.

Entre as mudanças apontadas no relatório, estão a maior conscientização entre crianças, famílias, comunidades e professores acerca do estilo de vida dos jovens, maior ênfase em questões amplas de bem-estar, como nutrição e promoção de boas práticas de saúde fora do currículo escolar formal.

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