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Governo do Iraque proclama vitória contra Estado Islâmico

Óticas Diniz

Diário do Nordeste

10/07/2017

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As ruas são ocupadas pela população ,que festeja a 'libertação
As ruas são ocupadas pela população ,que festeja a 'libertação" da cidade de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, após oito meses de medo e terror. Os combatentes heroicos são aclamados ( AFP )

A operação contra o reduto do EI começou em outubro de 2016 e teve o apoio da coalizão apoiada pelos EUA.

Mossul. O premiê iraquiano, Haider Al-Abadi, proclamou, ontem, a vitória de seu exército em Mossul, a segunda maior cidade do Iraque e antes considerada o último grande reduto do Estado Islâmico (EI) do país.

Comunicado divulgado pelo gabinete do ministro diz que Abadi "chega a cidade libertada de Mossul e felicita os combatentes heroicos e o povo iraquiano pela importante vitória."

O EI encontrava-se enfraquecido em Mossul devido aos avanços do exército iraquiano. A operação de retomada da cidade começou o em outubro de 2016 e teve o apoio da coalizão internacional liderada pelos EUA.

Milhares de pessoas fugiram de Mossul desde o início da operação, agravando a crise humanitária no Iraque. Os combates parecem ainda não ter terminado. Disparos de artilharia e ataques aéreos eram audíveis na cidade.

A reconquista de Mossul é a mais importante vitória das forças iraquianas desde que o grupo extremista sunita se apoderou em 2014 de vastos territórios no país e na vizinha Síria.

Resistência tenaz

O EI enfrenta ofensivas da coalizão internacional nos dois países e perdeu grande parte dos territórios que controlava desde então. Nos últimos dias, alguns extremistas ainda presentes em Mossul foram cercados em uma área reduzida da Cidade Antiga, ao longo do rio Tigre.

Numa reunião no quartel-geral da Polícia Federal de Mossul, o primeiro ministro mandou "eliminar os últimos (jihadistas) derrotados, estabelecer a segurança e a estabilidade na cidade liberdade e limpar todas as minas e explosivos".

Desde outubro, forças iraquianas tentam retomar a segunda cidade do país. Em janeiro, eles recuperaram o controle da zona leste da cidade e, em fevereiro, lançaram o ataque na zona oeste. Os combates se intensificaram à medida que o cerco se fechava sobre os extremistas na Cidade Antiga, composta por uma área de ruas estreitas e densamente povoada. Apoiada por uma campanha de bombardeios aéreos da coalizão, a ofensiva iraquiana reduziu grande parte da cidade a escombros.

Nos últimos dias, foram abatidos os últimos radicais e, neste domingo, o comando conjunto das operações no Iraque anunciou que "30 terroristas" haviam sido mortos quando tentavam escapar pelo rio Tigre.

A campanha militar provocou uma severa crise humanitária, marcada pela fuga de quase meio milhão de civis, segundo as Nações Unidas, dos quais 700 mil seguem deslocados. No fim do mês passado, Abadi tinha publicado no Twitter: "Estamos assistindo à derrocada do falso Estado (Islâmico)".

Apesar da vitória, a retomada de Mossul não marcará o fim da guerra contra o EI, que controla várias zonas no Iraque, incluindo Tal Afar (50 km a oeste de Mossul) e Hawija (300 km ao norte de Bagdá) e zonas desérticas da província de Al-Anbar (oeste), bem como a região de Al-Qaïm (fronteira com a Síria).

O grupo extremista controla territórios no leste e no centro da Síria, apesar de ter perdido terreno desde 2015, e seu reduto de Raqa (norte) é cercado pelas forças apoiadas pelos EUA.

Condições 'terríveis'

Os civis encurralados na cidade viveram ao longo dos últimos meses em condições "terríveis", sofrendo com a falta de alimentos e água, os bombardeios e intensos combates, além de serem usados como "escudos humanos" pelos extremistas.

Mossul é carregada de simbolismo para o grupo, pois foi lá que seu líder, Abu Bakr al-Bagdadi, fez sua única aparição pública, em um vídeo publicado em julho de 2014. Em junho deste ano, a Rússia disse acreditar que teria conseguido matar Al-Bagdadi em um ataque na Síria. O fato nunca foi confirmado.

Atos de coragem

A Comissão Europeia celebrou o fim da ocupação. "A recuperação de Mossul das mãos do EI marcam uma etapa decisiva da campanha por tirar o controle terrorista de zonas do Iraque e por libertar a população", disseram a responsável pela diplomacia europeia Federica Mogherini e o comissário de ajuda humanitária Christos Stylianides.

Eles homenagearam "a coragem do povo do Iraque, seu governo e forças armadas, e o sacrifício das vidas militares e civis para alcançar a vitória".

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