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COLUNISTAS / CARLOS EUGÊNIO

Lula: de herói a bandido de estimação

Óticas Diniz

Carlos Eugênio

06/09/2017

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Em caravana pelo Nordeste, o ex-presidente Lula tem tentado roubar a inocência do homem de boa fé e fortalecer o argumento de cretinos intelectuais, quando afirma ser vitima do poder judiciário e da elite brasileira.
    
No entanto, o juiz Sérgio Moro já pôs por terra o mito do homem pobre e defensor dos injustiçados. Para quem se deu ao trabalho de ler a sentença de 218 páginas, que condenou Luiz Inácio Lula da Silva, a 9 anos e 6 meses de prisão, por crime de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex de Guarujá (SP) – como eu fiz –, se convence da culpabilidade do apedeuta. Sérgio Moro fundamentou a sentença em provas documentais, testemunhais e periciais.
    
Mas para alguns esquerdistas de ideologias vagabundas, contra fatos há argumentos. Os defensores da impunidade alegam que Lula é vítima da elite que não aceita a ascensão econômica dos pobres. Piada de mau gosto! Nem quem defende essa cretinice ideológica acredita no que afirma. 
    
Essa defesa espúria requer dois questionamentos. Quem mais lucrou nos governos petistas? Os desfavorecidos socialmente, ou os empreiteiros criminosos e propineiros? Se a pessoa tiver alguma honestidade intelectual, atribuição que muitos defensores da esquerda corrupta não têm, não vai titubear na resposta. É óbvio que Lula beneficiou, muito mais, a bandidos como Joesley Batista, enquanto jogava migalhas aos pobres.
    
Outro fato importante nessa análise é a evidência de que o ex-presidente chefiou o maior esquema de corrupção da história, beneficiando empreiteiros, partidos da base e a si mesmo. Não é à toa que Lula virou réu em mais de cinco processos e provavelmente ocorrerão novas condenações.
    
Para quem defende o contrário, qual a explicação da origem de R$ 606 mil, bloqueados da conta corrente do ex-presidente, por ordem judicial? E os R$ 9,038 milhões, em plano de previdência social?  O agravante nesse caso, diz respeito aos R$ 7 bilhões depositados num único dia. Caracterizando-se, segundo o MPF, lavagem de dinheiro.
    
Essa é a verdadeira face de Lula, em contraste com o homem pobre e vitimizado que faz turnê pelo Nordeste. Essa concepção cabe um trocadilho de uma máxima de Padre Vieira: todos veem, mas alguns preferem não enxergar. Já outros aceitam e até usam o argumento: rouba, mas faz.  
    
Não, meus caros... Lula não pode ser comparado ao mítico herói inglês, como os esquerdopatas tentam fazer. Robin Hood era um ladrão que roubava dos ricos para entregar aos pobres. Enquanto Lula chefiou um esquema que saqueava os cofres públicos, em nome de um projeto de poder, beneficiando uma elite apodrecida. Ainda que fosse um Robin Hood, isso também não seria louvável.     
    
Portanto, Lula entra para a história com o estigma: o homem que passou de herói a bandido de estimação de vagabundos ideológicos, que aceitam o roubo em nome da miséria alheia e da própria desgraça.


Carlos Eugênio

Nasceu em Russas - CE. Graduado em Português Licenciatura Plena pela Universidade Vale do Acaraú; (UVA), Especialista em Ensino da Matemática e Física pela Faculdade Vale do Salgado (FVS). Professor, colunista do Jornal Correio de Russas e da TV Russas.

Carlos Eugênio

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