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COLUNISTAS / AGAMENON VIANA

A Música Popular do Brasil X

Óticas Diniz

Agamenon Viana

05/10/2016

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Sequenciando o artigo anterior citarei outros os sucessos musicais do rádio na década de 30, mas antes gostaria de lembrar que os temas populares das músicas daquele tempo eram basicamente três: as canções de amor, as de carnaval e as de São João. Os anos trinta foram anos de revolução política no nosso país, mas as músicas de protesto só viriam explodir uns trinta anos depois, na meninice do rock e os problemas com a democracia.

O glamour dos velhos carnavais nos legou apaixonadas e inocentes marchinhas como é o caso de "jardineira" que foi interpretada por Orlando Silva; "O teu cabelo não nega mulata", por Castro Barbosa e grupo da Velha Guarda; "Pastorinhas" por Silvio Caldas e "Cidade Maravilhosa" por Aurora Miranda e André Filho. Essa seria escolhida trinta e poucos anos depois para ser o hino do cidade do Rio de Janeiro. Essas de carnaval, tem pelo menos setenta anos e ainda são ouvidas com saudade por antigos e novos foliões. Já "Carinhoso" que foi gravada por Orlando Silva é uma bela canção de amor, "O que é que a baiana tem" foi gravada por Carmen Miranda e Dorival Caymmi e já é um samba regional com um pouco mais de síncope. "Tico-tico no fubá" é um clássico do choro instrumental e foi gravado pela orquestra Colbaz. 

"Risoleta" é um dos primeiros sambas-de-breque e foi imortalizado pelo grande sambista Luis Barbosa, junto com "Minha palhoça" por Silvio Caldas. O nosso samba passava por alterações rítmicas feitas pelos seus primitivos executores.

Na década de 30, se descobriu o esporte, a vida ao ar livre e os banhos de sol. Os mais endinheiradas procuravam a beira-mar para as férias. As pessoas não eram muito higiênicas, a tuberculose matava fácil e vitimou o sambista Luis Barbosa aos 28 de idade. O cinema já era uma grande diversão. As mulheres já se preocupavam em serem magras, bronzeadas como a atriz Greta Garbo que era uma estrela de referência. A popularização da bicicleta fez aparecer o uso do short. A década começava com uma depressão na bolsa de valores e ia termina com o início de uma Grande Guerra Mundial, além disso os movimentos totalitários começavam a mostrar a cara na Itália, Portugal, Espanha, União Soviética e Alemanha. Por aqui, Getúlio Vargas assumia a presidência no lugar Júlio Prestes, o escolhido pelo povo, mas ninguém ousou protestar em forma de canção popular o acontecido. A década seguinte despontava com a Segunda Grande Guerra, ia imprimir novos sentimentos na alma dos artistas. A nossa música ia ficar ainda mais refinada com as orquestrações que lhe iam sendo impressas. Essa década também ia nos presentear com o nascimento de mais um rei cantor.

Continua na próxima edição.

Agamenon Viana

É poeta, escritor de contos e crônicas e membro da ACADEMIA ARACATIENSE DE LETRAS, cadeira 28. É compositor e protagonista de vários estilos musicais, os quais ele mesmo arranja e interpreta. É violonista, mas recentemente passou a usar também a viola caipira. Fez apresentações em programas de televisão em Fortaleza, na TV DIÁRIO, TVC e TV ASSEMBLÉIA, sempre divulgando suas inéditas criações e sendo um defensor da cultura popular e as tradições do sertão nordestino.


Agamenon Viana

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