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COLUNISTAS / CARLOS EUGÊNIO

Dilma: uma fraude eleitoral

Óticas Diniz

Carlos Eugênio

20/02/2015

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A vaca não tossiu, mas a Dilma Rousseff mexeu em direitos trabalhistas. Passado o período eleitoral, ela deixou cair à máscara. “Não mexo em direitos trabalhistas nem que a vaca tussa”, foi um termo jogado ao vento para enganar o eleitor. Dilma deveria responder por propaganda enganosa. O marqueteiro responsável por sua campanha vendeu um programa de governo, mas na primeira semana após a eleição, Dilma pôs em prática um projeto diferente daquele anunciado. Fizeram o povo de bobo.

O Partido dos Trabalhadores (PT) apostou na ingenuidade do brasileiro, usou de expedientes rasteiros e medíocres, praticou o que podemos chamar de terrorismo eleitoreiro. As mesmas ações sórdidas que Lula sofrera dos tucanos, quando ainda buscava seu primeiro mandato, foram usadas pelo PT em 2014, contra seus adversários, na tentativa desesperada de permanecer no poder a qualquer custo. Por tudo isso, Dilma Rousseff é uma fraude eleitoral. Venderam gato por lebre.

Depois do jogo ganho, Dilma contradiz todo seu discurso de campanha, e altera as regras de benefícios sociais, trabalhistas e previdenciários. O governo muda, através de medida provisória, as normas de acesso ao abono salarial, seguro-desemprego, pensão por morte e auxílio-doença. Segundo a proposta do governo, o abono salarial passa a ser pago proporcionalmente como ocorre com o 13º salário, e a carência para que o trabalhador receba o abono, passa a ser seis meses de trabalho e não mais de um mês. O governo também propõe que o seguro-desemprego tenha 18 meses de carência para o primeiro emprego. Dilma está pondo em prática todas as medidas em que ela mesma acusara fazer parte do programa de governo de seus oponentes.

Mas não para por ai. O Ministério da Educação mudou as regras para o uso do Prouni e do Fies. A partir de agora, o estudante só poderá obter bolsa parcial do Prouni, com complemento do financiamento do Fies, se permanecer no mesmo curso de graduação e na mesma faculdade. A medida foi publicada no Diário Oficial da União. Para se regularizar, o candidato pode encerrar o financiamento do Fies, caso opte pela bolsa do Prouni, ou, ainda, abrir mão da bolsa, se quiser contratar ou renovar o Fies. Além disso, para conseguir um financiamento no Fies, o estudante agora precisa de 450 pontos no Enem e não pode tirar zero na prova de redação.

Alguém acredita que essas medidas surgiram de uma hora para outra? É evidente que já faziam parte do projeto de governo de Dilma. Mas ela escondia do povo e, de forma covarde, acusava seus adversários de pretenderem implantar tais ações impopulares. Agiu à surdina, assim como os ratos agem na calada da noite. Passada a eleição, Dilma e o PT relevam suas verdadeiras intenções. O PT desconstruiu a imagem de Marina Silva e, no segundo turno, continuou o jogo baixo contra Aécio Neves. O facínora comunista Vladimir Lênin afirmava: “Acuse os adversários do que você faz... Chame-os do que você é!”. O PT seguiu a cartilha comunista a risca. Uma ideologia sórdida de fazer política num Estado democrático.
    
Mexer em direitos trabalhistas foi à saída que Dilma encontrou para tapar os rombos nos cofres públicos gerados pela corrupção no governo petista. O dinheiro que foi parar no bolso dos larápios será tirado do lombo do trabalhador, para reorganizar a dívida pública. E mais uma vez quem vai pagar a conta são os mais pobres. Afinal, o que seria dos corruptos se não fossem os assalariados para bancar a farra? A elite apodrecida, beneficiária do patrimônio público, sobrevive da ignorância de um povo inculto e inócuo. É por isso que o Brasil tem uma educação pública pífia. Somente assim, os vagabundos travestidos de pessoas públicas de bem, podem manobrar uma nação e ainda pousar de heróis nacionais, copiando gestos de facínoras como Adolfo Hitler.


Carlos Eugênio

Nasceu em Russas - CE. Graduado em Português Licenciatura Plena pela Universidade Vale do Acaraú; (UVA), Especialista em Ensino da Matemática e Física pela Faculdade Vale do Salgado (FVS). Professor, colunista do Jornal Correio de Russas e da TV Russas.

Carlos Eugênio

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