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COLUNISTAS / CARLOS EUGÊNIO

A voz das ruas

Óticas Diniz

Carlos Eugênio

22/07/2013

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A voz ecoa em cada recanto do país. O grito demonstra a insatisfação popular. O distanciamento da classe politica, dos anseios do povo, é uma prática histórica. Mas, a população acorda do marasmo. O clamor do povo nas ruas ratifica o amadurecimento do brasileiro. O Brasil de hoje,certamente, não será o de amanhã.Os lideres políticos precisam despertar para essa nova realidade. Chega de demagogia! Aqueles políticos,que não compreenderem o recado das ruas, sepultarão suas vidas públicas. A massa popular será implacável. Não dá mais para levar a populaçãocom discursos demagogos.

 

Mobilidade urbana, saúde pública que atenda as necessidades humanas, segurança e educação de qualidade para todos, são questões nacionais que se tornaram uma só voz. Essas prioridades exigem ações politicas em todos os âmbitos federativos. A voz das ruas faz-se ouvir em um só grito. Não cala perante a impactante inércia da classe politica. Novos tempos se anunciam no Brasil. Os ventos, que sopram a voz das ruas, ecoam em diferentes direções. Não tem bandeira politica partidária. A liderança flui da essência da massa popular, em uma só voz: “chega de corrupção”. O bobo da corte não aceita mais a politica do “Pão e Circo”. Esse papel, que o brasileiro aceitou durante décadas, rejeita nesse momento histórico de conscientização política.

 

Onde queremos chegar? Que resultado essas manifestações trarão ao país? Questões complexas que somente a história mostrará. Situações pragmáticas de um sistema de governo viciado por atitudes mesquinhas, rasteira, onde a corrupção impera perante os anseios do povo. A revolta popular chama a classe política à reflexão. Alguns passos já estão sendo dados. Tornar a corrupção um crime hediondo, é uma resposta concreta a massa que ocupou as ruas. A semente plantada pelo povo já está germinando no campo fértil do sistema democrático brasileiro. Esse momento há de ser escrito na história, como o marco de um porvir promissor para o país.

 

A pressão popular não é restrita a um partido politico em especifico, mas a classe politica em geral que, ao longo do tempo, brinca com a tolerância da população. Todos tem uma parcela de culpa nessa crise que enfraquece as instituições públicas. Um novo ritmo ao sistema governamental, em todas as esferas federativas, com ações práticas estáveis, faz-se necessário. As vozes que ressoam das ruas clamam por mudanças. Sinalizam que a insatisfação é generalizada. A nação cobra atitudes taxativas e, poucas falácias.

 

O estopim da crise, o aumento das passagens do transporte público em algumas capitais, foi à gota d’agua que faltava para transbordara condescendência do brasileiro. Jovens, adultos e crianças expressão nas ruas sua cidadania. Que a população não se deixe enganar. Assim como os falsos profetas profetizam em nome de Deus, muitos políticos tentarãoaproveitar-se da crise, para tirar proveitopróprio.

 

O povo precisa está atento e, expurgar da vida pública, os aproveitadores da ignorância popular. Os cidadãos e cidadãscarecem refletir sobre o seu papel,na formação da sociedade que almeja deixar para seus filhos. Esse momento é propicio para essa reflexão. Não apenas culpar os políticos, mas assumir o grau de responsabilidade das escolhas erradasque a sociedade tem feito através do voto.

 

Manter um politico corrupto, num cargo de representante da população, é corromper a si mesmo. A voz das ruas também clama por essa conscientização, e um maior amadurecimento dos eleitores. O caminho a ser trilhado, na construção um país que zelepor seus patriotas, está na vontade do povo, de mudar seu mundo. Que o gigante não volte ao sono profundo da indiferença e, a indignação de hoje, transmute em ações que venham transformar vidas.   

Carlos Eugênio

Nasceu em Russas - CE. Graduado em Português Licenciatura Plena pela Universidade Vale do Acaraú; (UVA), Especialista em Ensino da Matemática e Física pela Faculdade Vale do Salgado (FVS). Professor, colunista do Jornal Correio de Russas e da TV Russas.

Carlos Eugênio

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