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COLUNISTAS / CARLOS EUGÊNIO

Uma cultura contemporânea

Óticas Diniz

Carlos Eugênio

08/02/2013

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     No berço das civilizações, da década de 70, uma nova cultura se anuncia. Em uma sociedade contemporânea, buscando atender as necessidades de um povo que reluz na abonança criativa, flui nos nascedouros das relações entra tecnologia e modernidade, a cibercultura. Pode-se entender por esse processo como uma forma sociocultural advinda da comuta entra a cultura, as novas tecnologias de base eletrônicas e a sociedade.  Essa cultura tem em sua essência o propósito de atender os anelos de uma gente que nasceu na época da informatização. A cibercultural brota da disseminação tecnológica e suas ferramentas, em proveito de quem anseia praticidade.  É uma nova cultura que insurge.  

 

     A cibercultura é a cultura da sociedade contemporânea, marcada pelas tecnologias digitais. O desenvolvimento tecnológico desbravou trilhas para que pudessem surgir novos formas de sociabilidade. Eclodi, portanto, com o avanço da informática, novos paradigmas de interação, nas relações entre a comunicação, às tecnologias da informação e o ser humano. Afinal, nessa Era da informatização, com um simples clique, pode-se interagir com o universo e trilhar caminhos desejáveis. Estamos vivenciando o que se pode classificar como os tempos da comodidade. Essa geração desfruta do conforto de puder efetuar uma compra, via intente, da sala de sua residência.

 

     Para o professor da Universidade Federal da Bahia, um dos principais estudiosos do tema no Brasil, a cibercultura brotou nos anos 50 com a informática, difundiu-se por meio dos microcomputadores por volta da década de 70. Mas, sua consolidação ocorreu nos anos 90, com a popularização da internet e a propagação das tecnologias digitais.

 

     O hábito de realizar compra pela internet, executar operações bancárias na rede, compartilhamento de arquivos, softwares de relacionamentos, músicas, fotos, filmes e comunidades virtuais, fazem parte do contexto da cibercultura.

 

     Com o fortalecimento dessa cultura, as pessoas passam a ter a possibilidade de criar sua própria história e, compartilhar com o universo. Cada indivíduo pode tornar-se um artista peculiar, com a oportunidade de produzir e veicular informações. Surgem então, os chats, e-mails, páginas pessoais, blogs, face, etc. Uma forma avançada de vê a vida, refaze-la e disseminar conceitos, costumes e valores. Um verdadeiro fenômeno de parafernálias tecnológicas que marcam a existência de jovens, adultos e crianças. Todas essas prerrogativas estão agregadas a vulgarização dos computadores e muitas outras avançadas ferramentas tecnológicas. A revolução Wi-Fi (tecnologia que permite a conexão sem fio entre diversos dispositivos) deixa a comunicação ainda mais acessível, influindo nas relações de trabalho, lazer e educação.

 

     A cibercultura não chega com o propósito de substituir as culturas clássicas, mas viabilizar as formas de valorização cultural e sua diversidade. Vale salientar, que não se pode conceituar uma cultura de mais importante ou de menor importância que outra. O que ocorre são as transformações sociais que insurgem, para o engrandecimento de um povo. Segundo Paul Pierre Lévy (Doutor em sociologia e ciência da comunicação, pela Universidade de Sorbonne - França) a cibercultura é a herdeira da filosofia das luzes e difunde seus valores como igualdade e liberdade.

 

     Com essa nova cultura a arte vai além do criar, rompe o inimaginável, indo de encontro aos preceitos factuais. É a vida copiando a arte e, a arte reproduzindo a vida. Vai além-fronteiras. Cria, recria e insurgem na contextualização da ficção e realidade. Fazer cultura na Era da informática e da informação é resgatar a essência da intolerância humana, requisitos básicos de refazer a vida como ela é e, como poderá ser no despontar do sol em um novo amanhã. 

Carlos Eugênio

Nasceu em Russas - CE. Graduado em Português Licenciatura Plena pela Universidade Vale do Acaraú; (UVA), Especialista em Ensino da Matemática e Física pela Faculdade Vale do Salgado (FVS). Professor, colunista do Jornal Correio de Russas e da TV Russas.

Carlos Eugênio

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