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COLUNISTAS / CARLOS EUGÊNIO

Alma feminina

Óticas Diniz

Carlos Eugênio

20/12/2012

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Alma não tem sexo, mas é inegável que a mulher tem, genuinamente, alma feminina. Esse predicativo atribui-se, não apenas pelo fato do Criador proporcioná-la a capacidade de carregar em seu ventre a essência da vida. Embora essa peculiaridade, por si só, já a torne um ser diferenciado dos demais. Mas não é preciso que elas sejam mães, para que se perceba uma singularidade especial na mulher. O que as diferem dos homens é a sua sensibilidade perceptiva. Essa característica, apenas os poetas e os loucos carregam consigo. O olhar feminino é direcionado com um toque de susceptibilidade. Não é atoa que a mulher, ao da longa da história, vem galgando espaço social de destaque.

 

    Na sociedade contemporânea, podem-se encontrar adereços femininos, nos meios sociais, dos mais diversificados setores. Não estou me referindo a adornos, mas, ao ar complacente que a mulher compartilha, seja no local de trabalho ou no seio familiar. A disposição de atender aos desejos do outrem, para agrada-lo, é outra propriedade da alma feminina. A impessoalidade acompanha a mulher em suas ações por onde ela passa. Para atender os anseios populares é preciso absorve quimeras latentes. Esse papel a mulher consegue cumprir de maneira impecável. Por isso temos tantas mulheres assumindo cargos que há tempos atrás, eram ocupados somente pelos homens.

 

    A humanidade compreendeu que a missão da mulher vai muito mais além da copa e cozinha. Graças a esse avanço filosófico idealista, que o mundo atualmente, pode contar com mulheres a frente de projetos políticos socioeconômicos imprescindíveis para o desenvolvimento de qualquer país. O olhar sensível da mulher capta artefatos, que somente quem nasce com a predisposição de colher do intimo da personalidade humana, o que tem de melhor, consegue transpor essa barreira. Peculiaridades que transformada em práticas políticas, transpõe relevantes alusões no âmbito social e, na qualidade de vida de um povo.

 

    A mulher não chegou a um lugar de destaque pelo reconhecimento gratuito de seu valor. Para que isso ocorresse foi necessários quebrar paradigmas, suplantar barreiras, romper amarras e transpor preconceitos. Isso só ocorreu pela avidez, que sempre está à frente de suas atitudes. Hoje a mulher marca presença em todas as camadas da esfera profissional e, conquistou o respeito da sociedade por análoga proeza. Mulheres de fibra se destacam mundo a fora, nessa selva de pedra de cultura machista, seja na linha de frente da família, nos arrojos financeiros do mundo globalizado, nas profissões que exija força física ou na quebra de limites aparentemente intransponíveis.

 

    A alma feminina marca presença nas mais diversificadas ações do mundo moderno. A sociedade, que estigmatizava a valor da mulher, cedeu espaço para a congratulação. Ela alcançou patamares, que até então, somente os homens haviam conquistado. Ao analisar a posição social que a mulher ocupa, na atualidade, chega-se a concepção do quanto ela é fundamental para o desenvolvimento de um país. Uma pátria que não reconhece a mulher, como o centro de suas atribuições políticas e sociais, castiga sua gente a um porvir medíocre, na submissão do preconceito.

 

    A descriminalização sempre fez parte de uma realidade atroz, que a mulher teve de enfrentar, para superar os estigmas sociais. Cicatrizes incuráveis, na rotulação da mulher contemporânea, ainda permeiam. Mas, assim como uma rosa resiste às tempestades em um campo ermo, a mulher galga seu espaço em todos os âmbitos inimagináveis. Por certo, herdaram do pó que a constituiu, a sapiência da natureza humana em conjuntura com a magnitude da sensibilidade das flores. Essa é a única explicação plausível para ratificar a presença marcante da alma feminina em todas as suas ações. “Todos querem o perfume das flores, mas poucos sujam as suas mãos para cultiva-la” (Augusto Cure).               

Carlos Eugênio

Nasceu em Russas - CE. Graduado em Português Licenciatura Plena pela Universidade Vale do Acaraú; (UVA), Especialista em Ensino da Matemática e Física pela Faculdade Vale do Salgado (FVS). Professor, colunista do Jornal Correio de Russas e da TV Russas.

Carlos Eugênio

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