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COLUNISTAS / CARLOS EUGÊNIO

Telecomunicações

Óticas Diniz

Carlos Eugênio

10/12/2012

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    Com a terceirização das telecomunicações, esse setor tão essencial para o crescimento do país, expandiu-se, e alcançou as mais diferenciadas classes sociais. Mas, será que o Brasil estava preparado para esse desenvolvimento? A levar em consideração a má qualidade dos serviços, o avanço nesse meio foi além do que o país poderia alcançar. As empresas prestadoras de serviços, que receberam a concessão do Estado, não estão conseguindo atender a demanda. Como consequência, o consumidor é lesado em seus direitos e, paga um alto preço por um serviço que muitas vezes não recebe.

 

    Os desserviços prestados pelas operadoras de celular é a ratificação do desrespeito com o consumidor. Ligações sem a menor qualidade, ofertas de serviços que não conseguem atender a demanda, pane geral nas ligações em todo o país, são algumas situações que os clientes enfrentam. Enquanto isso, os custos para manter esse serviço medíocre, são altíssimos. O consumidor paga caro, apesar do mau atendimento.

 

     As reclamações com a telefonia móvel são intensas. A Anatel (Agencia Nacional das Telecomunicações) exige providências das operadoras, mas os avanços são lentos. Apesar de algumas ações rigorosas, como a proibição da venda de novas linhas, os consumidores brasileiros ainda amargam a inoperância do setor de telecomunicações. Esse empasse já se arrasta há tempos, e nada de melhorias. A Anatel cobra benfeitorias nos equipamentos, novos investimentos e qualidade no atendimento ao cliente. Mas as empresas não têm apresentado um plano eficaz, de aperfeiçoamento dos serviços. Faltou planejamento na expansão das telecomunicações no país.

 

     As operadoras são as líderes no ranking de insatisfações do consumidor. Apesar da Anatel já ter tomando rigorosas providências, os problemas ocorrem, a cada dia, com maior frequência. Quem não se deparou com a queda de uma ligação no meio de uma conversa importante? O pior é que ao refazer o contato, o consumidor paga uma nova tarifa. Sendo, assim, prejudicado em seus direitos contratuais. Apesar das promessas de aprimoramento, as operadoras de celular registram altos índices de criticas. As perdas para os clientes, que deixam de ser beneficiados com as promoções ofertadas pelas empresas de telecomunicações, são constantes. Providências precisam ser tomadas urgentemente, no intuito de amenizar a questão.

 

       Outro problema que agride o consumidor é a oferta de internet banda larga. As empresas não cumprem os serviços ofertados e, mais uma vez o cliente fica no prejuízo. O Brasil é um país ideal para esse tipo de descaso. As leis são frágeis para assegurar ao consumidor, os seus direitos. Nas pequenas cidades as reclamações, que deveriam partir das pessoas prejudicadas- ainda tornam-se mais difíceis- por não ter o órgão do Procon (Proteção e Defesa do Consumidor). Esse serviço fica a cargo do promotor de justiça, que por sinal, já é sobrecarregado por outras diversas tarefas jurídicas.   

 

A capacidade instalada, no país, está no seu limite. Não dar para negar essa situação perante o caos da telefonia brasileira, algumas vezes estendendo-se há dias. Para que os clientes não continuem sendo atingidos em seus direitos, as empresas precisam investir urgentemente nas redes de telefonia. Mas, só fará isso, se o poder constituído agir com mais rigidez, para sanar a situação. É inegável que a Anatel vem aplicando as sanções necessárias previstas em lei, quanto ao descumprimento das obrigações. Falta, na verdade, respeito aos consumidores por parte das operadoras. O povo brasileiro precisa adquirir a acultura de revolta-se, agindo dentro dos preceitos legais, para garantir seus direitos e exercer sua cidadania.      

Carlos Eugênio

Nasceu em Russas - CE. Graduado em Português Licenciatura Plena pela Universidade Vale do Acaraú; (UVA), Especialista em Ensino da Matemática e Física pela Faculdade Vale do Salgado (FVS). Professor, colunista do Jornal Correio de Russas e da TV Russas.

Carlos Eugênio

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