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COLUNISTAS / CARLOS EUGÊNIO

Resíduos eletrônicos

Óticas Diniz

Carlos Eugênio

23/11/2012

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    Com a expansão industrial popularizou-se os produtos eletroeletrônicos. O mundo moderno e globalizado fabrica equipamentos eletrônicos em alta escala. Os países nos últimos tempos alcançaram o ápice do setor industrial, até mesmo os mais emergentes e em desenvolvimento, como é o caso do Brasil. Mas, com o crescimento desse setor, surge um problema social e ecológico: o que fazer após o término de vida útil dos aparelhos?  A população fica a deriva sem as orientações necessárias de como proceder perante essa situação. Diante desse contexto, as pessoas acabam agindo de maneira inadequada, e prejudicando o meio ambiente.

 

     O mercado interno brasileiro, de eletroeletrônicos, encontra-se em espontâneo desenvolvimento. Segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), o Brasil terminou setembro de 2012, com 258,9 milhões de celulares. O país está bem acima da média mundial, no número de telefones (móveis e fixo), televisores e computadores. O Brasil tem um computador para cada dois habitantes, revela a pesquisa da Fundação Getúlio Vargas. As previsões indicam que, em aproximadamente seis anos, teremos um computador para cada habitante.

 

     Na área ambiental, esse crescimento significa um aumento desenfreado de resíduos eletrônicos, em decorrência da troca de equipamentos antigos por outros modernos. A considerar que somos um país que não tem uma politica atuante, na gestão de resíduos sólidos, a situação preocupa. Todos esses equipamentos deveriam ser coletados, para reutilização ou reciclagem, com a matéria-prima reencaminhada para o setor industrial. Entretanto, muitos serão jogados inadequadamente em lixões a céu aberto, agredindo o solo, contaminado o lençol freático, atingindo plantas, animais, seres humanos.

 

     A população precisa saber que o mercúrio, o chumbo entre outros componentes químicos utilizados na produção de computadores, televisores e celulares, são elementos extremamente danosos à saúde. Podem causar agravos ao cérebro, fígado, náuseas e perda da coordenação motora, em algumas situações, podendo levar a morte. O fato é que, quando esses produtos tóxicos são jogados em lixões, contamina o solo e a água, e quem por ventura utilizar-se desse manancial será infectado pelos resíduos. Mas o poder público pouco atua nesse setor, mesmo após a criação da politica de resíduos sólidos em 2010, que determina a criação de aterros sanitários até agosto de 2014.

 

     O problema é que o Estado nem a indústria oferecem alternativas para o povo, na questão do recolhimento desses produtos. Não se tem um local adequado, em diversos municípios desse país, para recolher equipamentos obsoletos ou que estão sem utilidade. A situação pode ser amenizada, com a criação de uma lei federal responsabilizando a indústria, a criar centros de recolhimentos de equipamentos eletrônicos que já atingiram sua vida útil. Por outro lado, a implantação de um parque industrial de reciclagem de produtos eletroeletrônicos, também se faz necessário. Assim sua matéria-prima teria outro destino, e não causaria dano à saúde pública.

 

     As mudanças climáticas e as catástrofes naturais são alguns sinais que a natureza está pedindo socorro. Infelizmente a humanidade não tem atendido seu apelo, e sofre por sua própria ignorância. O mundo contemporâneo, onde à palavra chave é modernidade, age de forma primitiva e irracional com o meio ambiente. O preço tem sido a vida de muitas pessoas, que se vão, nos arrojos da natureza. Precisa-se aprender a respeitar a vida, reputando a nossa essência. Somos poeira cósmica, com a dadiva capacidade de raciocínio. Não é difícil entender, que ao destruir o meio ambiente, estamos agredindo a si mesmo, e provocando consequências econômicas, políticas e sociais. 

Carlos Eugênio

Nasceu em Russas - CE. Graduado em Português Licenciatura Plena pela Universidade Vale do Acaraú; (UVA), Especialista em Ensino da Matemática e Física pela Faculdade Vale do Salgado (FVS). Professor, colunista do Jornal Correio de Russas e da TV Russas.

Carlos Eugênio

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